Civilização Hindu

Civilização Hindu

Civilização HinduOs dravidianos habitam o vale do rio Indo e Ganges desde 2500 a.C. Em 1750 a.C, a Região Norte é invadida pelos arianos, que dominam a península. Do confronto entre os dois povos nasce a civilização hindu. Dissolve-se em diversos reinos independentes de 185 a.C. até o ano 320, quando a dinastia Gupta conquista a hegemonia. Escitas e hunos destroem a dinastia em 535, dividindo o reino em dois Estados.

Possuem agricultura avançada, com plantações irrigadas por canais. Desenvolvem a metalurgia (exceto a do ferro) e o comércio fluvial. A sociedade é dividida em castas: a dos sacerdotes (brâmanes), dos guerreiros (chátrias), dos camponeses (vaisia) e dos servos (sudras). Os párias, marginalizados, não têm casta e podem ser escravizados. As regras sociais são ditadas pelo Código de Manu, elaborado pelos sacerdotes. Utilizam formas geométricas, animais e motivos religiosos nas gravuras, na cerâmica e nas edificações. A religião é politeísta e o deus principal, Shiva. A partir de 1500 a.C., seguem os vedas (saber sagrado), os mais antigos documentos da literatura sacra. Admitem inúmeras divindades subjetivas (verdade, juramento) e naturais (aurora, fogo, Sol). Por volta de 525 a.C., o príncipe Sidarta Gautama torna-se Buda e passa a difundir o budismo.

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Civilização Egípcia

Civilização Egípcia


Situado no nordeste da África, em uma região conhecida como Delta do Nilo, o Egito foi uma das maiores civilizações de toda a Idade Antiga. Sem dúvida, a existência do rio Nilo foi de suma importância para o desenvolvimento desta civilização, visto que estes povos habitavam uma área desértica e de clima seco. Foi por causa da existência do rio que os egípcios puderam tornar a terra propícia para o desenvolvimento da agricultura. Isso explica a célebre frase do historiador grego Heródoto “O Egito é um presente do Nilo”.

Durante milhares de anos, vários grupos de pessoas de diversas origens foram se fixando nas proximidades do Nilo, cultivando plantas e domesticando animais. Na medida em que esses grupos iam crescendo, acabavam se aliando e formando unidades administrativas independentes (nomos), as quais começaram a disputar o controle das terras. Após vários anos de conflitos, a realidade que prevaleceu foi a da existência de dois reinos: o Baixo e o Alto Egito. Aproximadamente no ano de 3200 a.C, o rei do Alto Egito, Menés, conquistou o Baixo Egito, unificando os dois reinos e se tornando, portanto, o primeiro faraó da história. Esta fase, da junção dos povos em nomos até a unificação dos reinos, é chamada de período Pré-Dinástico.

A fase posterior, na qual o Estado egípcio já havia nascido, é denominada Período Dinástico. Neste época, o faraó representava mais do que um simples rei; era visto como a encarnação dos próprios deuses, exercendo a função de chefe administrativo, militar, juiz supremo e sumo sacerdote.

No Antigo Império (de 3200 a.C a 2300 a.C.), o Egito conheceu seu apogeu. Um resultado disso foi a construção das famosas pirâmides de Quéops, Quéfrem e Miquerinos. No Médio Império (de 2100 a.C. a 1750 a.C.), o governo egípcio conseguiu uma grande prosperidade material, resultado de suas trocas com os povos orientais das margens do Mediterrâneo. No Novo Império (de 1580 a.C. a 525 a.C.), os egípcios adotaram uma política expansionista, assumindo o controle de várias regiões. No entanto, enquanto os faraós e os altos funcionários esbanjavam riqueza, a maioria da população era pobre e obrigada a pagar altos impostos, o que provocava a insatisfação popular e o declínio gradual do poder faraônico.

A estrutura da sociedade  egípcia era altamente rígida. No topo estava o faraó, seguido de seus sacerdotes, nobres e funcionários reais. Nas camadas baixas estavam os artesãos, camponeses e, por último, os escravos. A principal atividade econômica era a agricultura: trigo, cevada, algodão, linho e frutas. Também é valido ressaltar a existência de um discreto desenvolvimento do artesanato e do comércio (trocas).

Civilização Egípcia

Os egípcios eram povos politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses, representados na maioria das vezes pelas figuras de animais da região. Criam também na vida após a morte: o indivíduo seria julgado pelo deus Osíris e, caso absolvido, voltaria para o seu corpo. Por tal motivo estes povos desenvolveram a técnica da mumificação, com o fim de evitar ao máximo a decomposição dos corpos.

Os egípcios deixaram vários legados para a humanidade, a começar pelo calendário de 365 dias e a divisão do dia em 24 horas. Também podemos citar a arquitetura (usada em obras como o Monumento de Washington, nos Estados Unidos), a escrita hieroglífica, a medicina, entre outros exemplos.

Descolonização da Ásia


Descolonização da Ásia

Descolonização da ÁsiaA Descolonização da Ásia foi um processo de independência das colônias no continente asiático iniciado após a II Guerra Mundial. Desde então surgem novos países, a maioria originária dos antigos impérios coloniais britânico e francês. Os movimentos pela autonomia nacional assumem várias formas: guerras de libertação, resistência pacífica aos colonizadores ou gestões diplomáticas para a conquista da independência.

Oriente Médio – O Líbano e a Síria, domínios franceses desde o final da I Guerra Mundial, obtêm a independência respectivamente em 1941 e 1946. A partir do final da II Guerra Mundial, os países de dominação britânica no Oriente Médio também conquistam a independência: Jordânia (1946), Omã (1951), Kuweit (1961), Iêmen do Sul (1967), Barein, Catar e Emirados Árabes Unidos (1971).

Sul da Ásia – A Índia, centro do império britânico na Ásia, que inclui ainda Paquistão e Bengala Oriental (atual Bangladesh), é palco de movimentos anticolonialistas já durante a II Guerra Mundial. Em 1947 é proclamada a independência da Índia, que se separa do Paquistão no mesmo ano. Bangladesh, incorporado ao Paquistão, torna-se independente em 1971. Os países sob controle britânico do sul da Ásia também conseguem a independência: Sri Lanka (1948), Butão (1949) e Maldivas (1965).

Sudeste Asiático – A Indochina, península do Sudeste Asiático colonizada pela França, era formada por Anã, Cochinchina e Tonkin (que juntos deram origem ao atual Vietnã), Laos, Camboja e pelo território chinês de Kuang-tcheou-wan. Durante a II Guerra Mundial é ocupada pelo Japão, o que estimula os movimentos de libertação nacional dos vários países. No Vietnã, a guerra de libertação é dirigida pelo Vietminh, liga revolucionária fundada em 1941. Também há guerra no Laos e no Camboja, que conquistam a independência em 1953. A Conferência de Paz de Genebra, realizada em 1954, divide a Indochina em três Estados independentes: Laos, Camboja e Vietnã. O Vietnã permanece dividido em duas zonas até 1976, quando é reunificado. Invadidas pelo Japão durante a II Guerra Mundial, a Indonésia (antiga colônia holandesa) alcança a independência em 1945 e as Filipinas (ex-colônia norte-americana), um ano depois. Posteriormente, os países do Sudeste Asiático sob domínio inglês tornam-se independentes: Myanmar (1948), Malásia (1957), Cingapura (1965) e Brunei (1984).

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Feudalismo na Idade Média

Feudalismo na Idade Média

Feudalismo na Idade Média
O Feudalismo foi um sistema de organização econômica, política e social da Europa Ocidental durante a Idade Média. Com as invasões bárbaras e a desagregação do Império Romano a partir do século V, a Europa inicia profunda reestruturação, marcada por descentralização do poder, ruralização e emprego de mão-de-obra servil. Com começo e fim graduais, o sistema feudal tem sua origem mais bem situada na França setentrional dos séculos IX e X e seu desaparecimento no século XVI.

Apesar de constituir um sistema fechado, que chega ao fim com a revisão de quase todos os seus valores pelo Renascimento, o feudalismo é um dos alicerces do Estado ocidental moderno. Os grandes conselhos de reis e de seus feudatários são os ancestrais diretos dos modernos parlamentos.

Sociedade – A estrutura social é estabelecida com base nas relações de dependência pessoal, ou vassalagem, que abrangem desde o rei até o camponês livre. Há uma relação direta entre autoridade e posse da terra. O vassalo, ou subordinado, oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e de um lugar no sistema de produção. Os camponeses, que trabalham nas terras dos senhores feudais, são os responsáveis por toda a atividade produtiva do feudo. Além de produzir para seu sustento, devem obrigações a seu senhor, como a corvéia, que consiste no trabalho gratuito e obrigatório durante três dias da semana. Devem também impostos, que são pagos em produtos ou dinheiro. Os senhores feudais formam a nobreza rural e têm poder para fazer os servos e os camponeses livres cumprirem as normas vigentes. Vivem em castelos fortificados, a melhor representação de seu poder civil e militar. Os cavaleiros armados garantem o domínio do senhorio sobre a terra.

Feudalismo na Idade Média

Economia – O feudo constitui a unidade territorial da economia feudal. Caracteriza-se pela auto-suficiência econômica e pela ausência quase total do comércio e de intercâmbios monetários. A produção é predominantemente agropastoril, voltada para a subsistência, e as trocas são feitas com produtos, não com dinheiro. As cidades deixam de ser centros econômicos, os ofícios e o artesanato passam a se realizar nos próprios castelos.

Influência da Igreja – A Igreja Católica integra-se ao sistema feudal por meio dos mosteiros, que reproduzem a estrutura dos feudos. Transforma-se também em grande proprietária feudal, detém poder político e econômico e exerce forte controle sobre a produção científica e cultural da época.

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