Arquitetura Japonesa

Arquitetura Japonesa

Arquitetura Japonesa

Desde seus primórdios a arquitetura japonesa revelou, quer em suas manifestações religiosas, quer em obras profanas, e ao longo das diversas fases vividas pelo país, características tipicamente nacionais.

Tanto por suas qualidades estéticas intrínsecas quanto pela marcante influência que viria a exercer no Ocidente, a arquitetura japonesa é reconhecida como uma das mais importantes contribuições do espírito nipônico à cultura universal.

Antecedentes
Os primeiros exemplos de arquitetura japonesa são construções elementares de forma circular que datam do período Jomon, até o século III a.C. Essas construções aumentaram de tamanho à medida que se desenvolveu uma sociedade agrícola bem estruturada, no período Yayoi, do século III a.C. ao século III da era cristã.

Da fase a que se deu o nome de Tumular ou Kofun (século III ao século VI), datam imensas catacumbas principescas onde se encontraram peças de argila (haniwa) em que se vêem representados modelos arquitetônicos mais antigos porém tipicamente japoneses, ao lado dos santuários xintoístas de Ise e Izumo. Caracterizam-se pelo uso da madeira, telhado de sapé ou ripas, piso elevado, plano assimétrico e adaptação às condições naturais.

Períodos Asuka e Nara

Períodos Asuka e Nara (552-794)
O budismo, introduzido no país em 552, revolucionou vários planos da vida cultural japonesa, inclusive o da arquitetura e sobretudo no século VIII, época de forte influência da China, que, através da Coréia, fez-se sentir, por exemplo, na adoção do plano simétrico na construção dos templos, erguidos sobre bases de pedra, rodeados de areia e com generoso emprego da cor, nos moldes dos palácios chineses.

Os melhores exemplos da arquitetura budista do período Asuka podem ser apreciados em Nara: são os pagodes de Hokki-ji, do ano 706, e de Horyu-ji, de 607 (reconstruído em 711), talvez as mais antigas estruturas de madeira preservadas em todo o mundo.   Com a mudança da capital para Nara (Heijo-kio), a primeira cidade japonesa planificada, as atividades aumentaram. Até então, a sede da corte era transferida sempre que um soberano morria, com o que se procurava evitar, segundo o preceito xintoísta, a poluição da morte.

O plano original da cidade de Nara obedecia ao da capital chinesa, Changan: o palácio imperial situava-se ao norte, com as ruas e avenidas entrelaçando-se a sua frente. Ao contrário de Changan, no entanto, Nara não era uma cidade murada, nem possuía uma reserva de caça para o soberano.

A arquitetura japonesa do período é definida como uma versão mais complexa da chinesa do período Tang: os templos e seus anexos são mais amplos e a fragilidade estrutural da arquitetura Asuka é substituída por um sistema de modilhões (ornatos de sustentação dos tetos das cornijas, em forma de S com voltas desiguais, por onde escorriam as águas da chuva) colocados nos quatro cantos dos beirais, capaz de suportar maiores tensões (como no pagode oriental de Yakushi-ji, erguido em Nara no ano 718).

Entretanto, o melhor exemplo da arquitetura de Nara é o Saguão Dourado do Todai-ji, na própria cidade, que em sua mais recente forma data de 1705, mas que já no século VIII era suficientemente alto para abrigar uma estátua de Buda com cerca de 16 metros de altura.


Período Heian

Período Heian (794-1185)
Frustrada a tentativa de instalar em Nagaoka a nova capital do país, em 794 ela se fixou em Heian-kio, atual Quioto, traçada com plano semelhante ao de Nara. O budismo esotérico serviu de base e inspiração às maiores construções do período: os templos Enryaku-ji, no monte Hiei, e Kongobuji, no monte Koya, perto de Osaka. Para dificultar o acesso aos membros leigos do budismo não-esotérico, os templos esotéricos, de dimensões consideravelmente menores e de plano assimétrico, situam-se fora da cidade, geralmente em encostas e montanhas ou em meio a florestas, com as quais se harmonizam (pagode de Muro-ji, do século IX).

Essa mesma harmonia entre a natureza e a arquitetura caracteriza a fase final do período Heian, durante o qual ressurge a influência de antiqüíssimos elementos nativos, como a utilização da madeira não pintada e o teto de ripas do palácio imperial de Quioto, lado a lado com a influência budista (santuário de Itsuku-shima). Nasce então o estilo de arquitetura doméstica que corresponde verdadeiramente ao gosto japonês - shinden -, de que nenhum exemplo subsistiu. Os edifícios ocupavam cenários de jardins com lagos artificiais e eram dispostos em pavilhões interligados por galerias e corredores cobertos.


Período Kamakura

Período Kamakura (1192-1333)
Ao supervisionar a reconstrução dos dois grandes templos de Todai-ji e Kofuku-ji, em Nara, destruídos em 1180, o sacerdote Chogen introduziu novo estilo arquitetônico de origem chinesa, erroneamente conhecido no Japão por tenjikuyo ("estilo da índia"). Suas características, porém, não vingaram, dada a enorme quantidade de madeira necessária a suas construções, simples e destituídas de ornatos, como o Amida-do, de Jodo-ji, erguido em 1192 pelo próprio sacerdote Chogen.

Melhor sorte teve o Karayo ("estilo da China"), popularizado com ajuda do zen-budismo. Mais elegante e decorativo, o Karayo teve um exemplo típico no templo Kencho-ji, erguido em Kamakura em 1253.

Período Muromachi
Período Muromachi

Período Muromachi (1338-1573)
Ainda que continuasse popular o estilo Karayo, a concentração de todo o poder político em mãos de algumas famílias guerreiras gerou novas formas arquitetônicas, com a divisão das espaçosas salas da arquitetura doméstica de estilo shinden em aposentos menores. Pela mesma época fez sua aparição o estilo shoin. A unidade básica da casa passou a ser o shoin, formado por uma alcova (tokonoma), prateleiras decorativas e um vão dotado de janela, com uma escrivaninha (Togudo de Jisho-ji, de 1486, em Quioto).

Alguns dos mais belos jardins japoneses, cujo surgimento ocorreu no período Heian tardio, datam do período Muromachi. Tratava-se de reproduzir, em escala reduzida, a natureza, integrada ao complexo arquitetônico doméstico. Outro tipo de jardim é de origem zen: não utiliza a água e representa simbolicamente o mundo de acordo com o ponto de vista zen. Muso Soseki foi um dos maiores paisagistas zen. Seus jardins "secos" de Saihoji e Daiseinin, em Quioto, são o que de melhor existiu no gênero.


Período Momoyama

Período Momoyama (1573-1603)
A introdução das armas de fogo no país, em meados do século XVI, revolucionou a arquitetura militar e incentivou a arquitetura secular com a construção de numerosos palácios e castelos -- como o de Momoyama, que deu nome ao período -- pesadamente fortificados (castelo Azuchi, edificado em 1576). O estilo shoin foi reelaborado em obras como as câmaras de hóspedes do Kojoin, um subtemplo do Onjo-ji, em Quioto (construído em 1601). Enquanto isso, apareceu nova forma arquitetônica relacionada com a cerimônia do chá: uma pequena sala, ou sukiya, de que é exemplo a sala Taian do Myoki-an de Quioto, construída no fim do século XVI.

Período Edo e Tokugawa

Período Edo e Tokugawa (1603-1868)
Embora a arquitetura religiosa houvesse decaído no Japão, a ornamentação arquitetônica floresceu, ao mesmo tempo em que a arquitetura militar e a doméstica tornavam-se mais requintadas. Um novo conceito de jardinaria é representado pelos jardins do palácio de Shugakuin, em que a vista das montanhas circunvizinhas funciona como elemento estético.

Período moderno (a partir de 1868)
Com a modernização do país e a introdução de novos materiais de construção, a arquitetura japonesa orientou-se para novos rumos. Os edifícios públicos sentiram o impacto da influência ocidental, mas as edificações residenciais mantiveram-se fiéis à tradição e aperfeiçoaram-na, principalmente no que diz respeito aos materiais leves, ao sentido de espaço e ao uso flexível das áreas internas.

Período moderno

A arquitetura moderna ocidental, com suas linhas simples, encontrou no Japão um terreno propício. O concreto armado foi logo introduzido, principalmente após o grande terremoto de Tóquio, em 1923, e Walter Gropius, Le Corbusier, Mies van der Rohe e outros grandes arquitetos ocidentais marcaram a formação dos jovens arquitetos japoneses no século XX, Após a segunda guerra mundial, Tange Kenzo, talvez o mais conhecido arquiteto japonês na segunda metade do século, Sakasura Junzo, Kosaka Hideo, Maekawa Kunio, Sato Takeo e outros, ora retomando a tradição nacional, ora adotando o estilo em vigor no Ocidente, criaram novas estruturas que repercutiram até mesmo em países ocidentais.

Sakasura Junzo, aluno de Le Corbusier, construiu diversos edifícios de nota, como o Museu de Arte Moderna de Kamakura (1951) e uma estação-magazine em Tóquio (1967). Maekawa Kunio, também aluno de Le Corbusier, projetou os pavilhões japoneses da Exposição Mundial de Bruxelas (1958) e da Feira Mundial de Nova York (1964-1965). No Centro Cultural de Saitama (1966), abriu perspectivas inteiramente novas para o projeto de centros comunitários.

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Segunda Guerra mundial | Causas e Consequências

Segunda Guerra mundial | Causas e Consequências

Segunda Guerra mundial  | Causas e ConsequênciasApós o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, o mundo vivia um período de grandes instabilidades políticas e diplomáticas. O Tratado de Versalles propunha uma série de punições aos países perdedores da guerra, fato que revoltava os alemães. A Itália, embora tenha passado a lutar ao lado dos vencedores da Primeira Guerra, não havia recebido os territórios que almejava. O Japão era outro país bastante insatisfeito com a ordem internacional estabelecida, uma vez que se industrializava rapidamente e pretendia ampliar seu domínio territorial.

Todas essas situações de revanchismo despertaram um generalizado clima de hostilidade. Os regimes totalitaristas implantados na Alemanha e Itália, representados nas figuras de Hitler e Mussolini, respectivamente, colocaram estes países de uma vez por todas na onda do imperialismo. A Alemanha ocupou a Áustria em 1938 e parte da Tchecoslováquia, posteriormente. A Itália invadiu a Etiópia em 1935 e o Japão conquistou a Manchúria em 1931.

Todas estas realidades contribuíram para a eclosão da Segunda Guerra Mundial, enorme conflito que durou entre 1939 e 1945. O despertar da guerra ocorreu em 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia. Assim, as alianças ficaram evidentes: de um lado, o Eixo, formado por Alemanha, Itália e Japão; de outro, o grupo dos Aliados, formado por Inglaterra, França, União Soviética, e posteriormente, Estados Unidos.

Entre 1939 a 1941, houve uma série de importantes vitórias do Eixo. Estes países conquistaram o norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e certas regiões da África. Em 1941, temos um fato que foi fundamental para o final da guerra: os japoneses atacaram a base militar americana de Pearl Harbor, no Oceano Pacífico, fazendo com que os Estados Unidos tenham encontrado um motivo mais que suficiente para entrar de vez na guerra e lutar ao lado dos Aliados.

A entrada de uma potência econômica e militar como os Estados Unidos foi de grande importância para o declínio da força dos países do Eixo. No fim de 1914, os alemães atacaram a Rússia, porém o rigoroso inverno russo contribuiu e muito para o fracasso da invasão. Com isso, a Rússia organizou uma contraofensiva, fato decisivo para conter o avanço militar da Alemanha.

Em 6 junho de 1944 (o chamado Dia D), as tropas aliadas, sob o comando do general americano Dwight Eisenhowe, desembarcaram na região da Alemanha próxima à França. Desta forma, os alemães foram “cercados” por todos os lados: pela contraofensiva russa e pela massiva ofensiva militar do Dia D. Vendo uma Alemanha toda dominada pelas forças aliadas, Hitler suicidou em 8 de maio de 1945 e suas forças se renderam.

A Itália também foi derrotada pelas forças aliadas em 1945, e seu líder, Mussolini, foi preso e fuzilado em praça pública. O único país que ainda resistia à superioridade dos Aliados era o Japão. Por este motivo e para mostrar ao mundo seu grande poder bélico, os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945. As bombas resultaram na morte de milhares de cidadãos japoneses, deixando um grande rastro de destruição nestas cidades. Assim, o Japão se rendeu em setembro de 1945

Estima-se que a Segunda Guerra Mundial resultou na morte de cerca de 50 milhões de pessoas. O Brasil teve uma participação bem mais significativa na Segunda Guerra do que na Primeira Guerra Mundial, tendo lutado ao lado dos Aliados, principalmente nas regiões da Itália. Entre as consequências da Segunda Guerra Mundial, podemos citar a criação da ONU (Organização das Nações Unidas), órgão internacional responsável por mediar conflitos de forma diplomática, e o surgimento da bipolaridade no mundo: de um lado, os Estados Unidos (capitalismo), de outro, a União Soviética (socialismo).
A segunda guerra mundial foi um conflito armado que se estendeu praticamente por todo o mundo, de 1º  de setembro de 1939 até 7 de maio de 1945, quando a Alemanha capitulou, e 2 de setembro do mesmo ano, quando o Japão se rendeu. Os principais beligerantes foram, de um lado, Alemanha, Itália e Japão, as chamadas potências do Eixo; e do outro as potências aliadas: França, Reino Unido, Estados Unidos, União Soviética e, em menor escala, China.

Países de todos os continentes foram envolvidos, de forma ativa ou passiva, pela segunda guerra mundial, uma disputa em que nações com séculos de civilização se enfrentaram numa escala destrutiva sem precedentes.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Causas e antecedentes

A guerra foi, em muitos aspectos, uma consequência, após um difícil intervalo de vinte anos, das graves disputas que a primeira guerra mundial não resolvera. A frustração alemã depois da derrota em 1918 e os duros termos do Tratado de Versalhes, somados à intranquilidade política e à instabilidade social que afetaram crescentemente a chamada república de Weimar (1919-1933), tiveram como resultado uma radicalização do nacionalismo alemão. Dessa forma ocorreu a ascensão ao poder de Adolf Hitler, chefe do Partido Trabalhista Alemão Nacional Socialista, o partido nazista, de ideologia totalitária, ultranacionalista e anti-semita.

Depois de se outorgar plenos poderes em 1933, Hitler, que assumira o título de Führer, chefe militar do Terceiro Reich, promoveu o rearmamento da Alemanha, aproveitando-se da indecisão das potências européias em se oporem a seus desígnios. Decretou o serviço militar obrigatório na Alemanha e ordenou a ocupação militar da zona do Reno (Renânia), em março de 1936, numa transgressão unilateral do Tratado de Versalhes.

Nesse mesmo ano, Benito Mussolini, o ditador fascista da Itália, lançou-se à conquista da Abissínia (Etiópia), depois de haver estabelecido, em 1926, um protetorado na Albânia, que lhe permitia ocupar uma posição privilegiada no mar Adriático. O Duce firmou com Hitler um acordo secreto.

O ambiente de tensão não se limitava ao continente europeu. Na Ásia, o Japão, em busca da hegemonia comercial, invadira a Manchúria em setembro de 1931, dando início à conquista do norte da China. Procurando isolar a União Soviética, fez um pacto anticomunista com a Alemanha, em 1936, ao qual a Itália aderiu no ano seguinte. Foi o chamado Pacto Tripartite, que estabeleceu o eixo Tóquio-Roma-Berlim.

Desenvolvimento da crise
A remilitarização da zona do Reno contribuiu para o desequilíbrio no continente europeu. Tirando proveito da crise provocada pela guerra civil espanhola (1936-1939), Hitler anexou a Áustria (o Anschluss) ao Terceiro Reich, em março de 1938, e iniciou uma intensa campanha em favor da autodeterminação das minorias germânicas da Tchecoslováquia. Em 15 de março de 1939, Hitler proclamou, no castelo de Praga, um protetorado sobre a Boêmia-Morávia, enquanto a França e o Reino Unido se preparavam para a guerra.

Em abril de 1939, a Itália anexou a Albânia. Em 23 de agosto, a Alemanha e a União Soviética firmaram um pacto de não-agressão (o pacto Ribbentrop-Molotov), o que permitia a Hitler lutar numa só frente quando irrompesse o conflito. O pacto continha cláusulas secretas sobre a divisão da Polônia e sobre o estabelecimento de esferas de influência soviéticas e alemãs nos países bálticos e na Finlândia. Seis dias depois, Hitler solicitou à Polônia o envio de um embaixador plenipotenciário para tratar de assuntos territoriais e não foi atendido. Ordenou, então, a invasão da Polônia, em 1º de setembro de 1939. Dois dias depois, o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha.

Guerra na Europa

Guerra na Europa

Depois do ataque alemão, tropas soviéticas invadiram a parte oriental da Polônia, que, conforme o pacto feito por Hitler e Stalin, ficou dividida entre a Alemanha e a União Soviética. Os exércitos alemães voltaram-se, então, para oeste, enquanto os franceses abrigavam-se na linha Maginot, sistema de fortificações de concreto que se estendia ao longo da fronteira franco-alemã. Em 30 de novembro, a União Soviética invadiu a Finlândia.

Em 9 de abril de 1940, tropas nazistas ocuparam a Dinamarca. Em seguida, Hitler desencadeou uma "guerra relâmpago" (Blitzkrieg) e tomou os principais portos da Noruega, enquanto sua aviação pousava em Oslo. No mesmo dia instalou-se na capital norueguesa um governo "colaboracionista", encabeçado por Vidkun Quisling. As forças aliadas acorreram em socorro da Noruega, mas Hitler enviou grandes reforços para vencer a resistência. Em junho, os aliados tiveram que deixar o país, e o rei Haakon refugiou-se na Inglaterra.

Batalha da França

Batalha da França

Os acontecimentos nos países nórdicos converteram-se em problema de menor importância para as potências ocidentais quando, em 10 de maio de 1940, foram surpreendidas pelo ataque de Hitler aos Países Baixos e à Bélgica. As forças aliadas rapidamente se deslocaram para a fronteira franco-belga, enfrentando os alemães, que pretendiam invadir a França pelo norte. Em 14 de maio, terminou a conquista dos Países Baixos e, no dia 27 do mesmo mês, a Bélgica foi dominada. Isoladas, as tropas britânicas tiveram que ser evacuadas apressadamente, numa gigantesca operação, das praias de Dunquerque, perdendo todo seu equipamento.

Em 10 de junho, Mussolini decidiu entrar na guerra. O alto comando francês foi obrigado a enviar tropas para a fronteira italiana e a defesa do país tornou-se impossível. No dia 14 de junho, os alemães tomaram Paris e um grupo de políticos e oficiais de tendência fascista constituiu um novo governo (o chamado governo de Vichy), sob a chefia do marechal Philippe Pétain, herói francês da primeira guerra mundial.

No dia 17, a França firmou um armistício com a Alemanha. De Londres, entretanto, o general Charles de Gaulle, pelo rádio, exortava os franceses a continuarem a resistência contra os invasores alemães. Restava à Alemanha vencer o Reino Unido e os nazistas moveram sua artilharia pesada para as proximidades do porto francês de Calais, para dali bombardear a costa inglesa.

Durante agosto e setembro de 1940, a Luftwaffe alemã iniciou um grande ataque aéreo contra a ilha, com o objetivo de debilitar o Reino Unido, para uma posterior invasão através do canal da Mancha. O bombardeio causou imensos danos às cidades e às defesas do país. No dia 7 de setembro, teve início uma terrível ofensiva contra Londres, com grandes perdas para a população civil.

Apesar da inferioridade numérica, os britânicos tinham a seu favor um sistema de detecção por radar e um caça, o Spitfire, superior a qualquer avião alemão. Os bombardeios continuaram a devastar o país até 1941; mas a Royal Air Force (RAF) britânica acabou se impondo e Hitler adiou indefinidamente a invasão. Pela primeira vez, o avanço alemão havia sido freado, o que teve enorme valor simbólico.

Frente oriental
O fracasso no Reino Unido levou Hitler a mudar de planos e atacar a União Soviética (plano Barba-Roxa). Antes resolveu consolidar seu domínio na Europa, voltando-se contra os Balcãs.

A Romênia já havia sido dominada em meados de 1940. A tentativa de invasão da Grécia pela Itália, iniciada em outubro de 1940, encontrou forte resistência, o que fez com que a Alemanha precisasse socorrer sua aliada. Em março de 1941, os exércitos alemães ocuparam a Bulgária e trataram de organizar um governo satélite na Iugoslávia, em 17 de abril. Em seguida, parte da Grécia foi ocupada pelos italianos. Com a ocupação da ilha de Creta, entre 20 e 30 de maio, os alemães deram por concluída a campanha dos Balcãs.

Em junho de 1941, Hitler rompeu o pacto de não-agressão com os soviéticos, ao mesmo tempo em que procurava atrair as simpatias do Reino Unido e dos Estados Unidos, por assumir o comando da campanha contra o comunismo. No dia 22 declarou guerra à União Soviética, no que foi seguido pela Itália, Romênia, e, mais tarde, pela Finlândia e pela Hungria. O Reino Unido e os Estados Unidos imediatamente apoiaram Stalin, mas a campanha nazista foi de início bem-sucedida.

As unidades alemãs conquistaram o norte do país e sitiaram Leningrado, enquanto pelo centro e ao sul se aproximavam de Moscou, dominando quase toda a Ucrânia. Em novembro, a contra-ofensiva soviética, com a ajuda do rigoroso inverno, conseguiu impedir a queda de Moscou, forçando as unidades motorizadas de Hitler a empreenderem a retirada. Na primavera de 1942, o exército soviético conseguiu recuperar grande parte do território ocupado.

Resistência Europeia
A "nova ordem" que Hitler impusera ao continente europeu apoiava-se na utilização de todos os recursos econômicos dos países ocupados, e o operariado era forçado a trabalhar na produção de material bélico. A população civil, que inicialmente parecia conformada, aos poucos começou a se organizar, por todo o continente, em pequenos mas decididos grupos de patriotas, para resistir à sistemática exploração nazista.

Assim, França, Noruega, Bélgica, Países Baixos, Itália, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Grécia e a parte da União Soviética ainda ocupada pelos alemães viram surgir grupos que continuamente hostilizavam o inimigo, o que levou o comando nazista a adotar medidas de repressão, incluindo o massacre de civis. Findo o conflito, os culpados por esses delitos foram julgados no tribunal de Nuremberg por crimes contra a humanidade.

Guerra no Pacífico

Os Estados Unidos se mantiveram neutros de início, mas começaram em 1940 a cuidar de sua defesa. Em 1941, o Congresso americano autorizou um sistema de empréstimo e arrendamento (lend-lease), para facilitar as remessas de material bélico ao Reino Unido. A Alemanha passou a torpedear os navios americanos, a fim de impedir a ajuda, o que levou os Estados Unidos a armar seus navios e a comboiá-los com vasos de guerra. Em agosto o presidente americano Franklin Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill assinaram a Carta do Atlântico, que estreitava ainda mais a colaboração britânico-americana.

Enquanto isso, o Japão prosseguia em sua ofensiva na Ásia. Em 1941, o governo francês de Vichy permitiu o estabelecimento de bases nipônicas na Indochina, colocando em perigo as colônias britânicas e americanas do Pacífico. Rapidamente, essas duas potências cortaram as relações comerciais com o Japão, com o que tornaram mais crítica a situação da rivalidade mercantil há muito existente no Pacífico.

Os japoneses solicitaram que se celebrasse uma conferência com os Estados Unidos, para discutir pacificamente as divergências. Os dois delegados ainda não tinham deixado Washington quando, no dia 7 de dezembro de 1941, os japoneses bombardearam a base americana de Pearl Harbor, no Havaí, que representava um grande perigo para eles, pois a aviação e a esquadra ali estacionadas poderiam, a qualquer momento, atacar o Japão. No ataque, os americanos perderam grande parte de sua força naval.

No dia seguinte, os Estados Unidos declararam guerra ao Japão e no dia 11 à Alemanha e à Itália. Em janeiro de 1942, 26 nações lutavam contra os países do Eixo. Uma aliança celebrou a união das forças dessas nações, que passaram a chamar-se Nações Unidas.

Batalha de Stalingrado

Batalha de Stalingrado

Na frente russa, Hitler recuperava-se do contra-ataque soviético de 1941, organizando uma nova e grande ofensiva. Seu objetivo agora era a região petrolífera do Cáucaso. As forças nazistas penetraram na Criméia, que conquistaram facilmente. Em seguida, no verão de 1942, novamente atiraram-se contra Stalingrado (depois Volgogrado) que, em agosto, foi sitiada por um exército de 340.000 homens. A batalha que se seguiu foi uma das maiores da guerra, com enormes baixas de ambos os lados.

A importância estratégica da cidade devia-se a sua posição na bacia do Volga, cujo domínio daria fácil acesso à região petrolífera do Cáucaso. Por isso, o comando alemão concentrou nessa batalha uma enorme quantidade de homens e material bélico. Logo na primeira investida, os tanques da Wehrmacht alemã romperam as linhas de defesa soviéticas e chegaram às portas da cidade. A ofensiva, intensificada nos meses de setembro e outubro, permitiu que os alemães penetrassem na cidade após sangrentos combates.

Hitler assegurava que não havia força militar na terra capaz de expulsar os alemães de Stalingrado, mas, ainda assim, a cidade resistia. O objetivo da Wehrmacht era desarticular as tropas soviéticas e empurrá-las até as margens do Volga, para aí destruí-las. A cidade converteu-se num monte de ruínas, mas não pôde ser conquistada.

Em novembro, a ofensiva germânica contra Stalingrado foi detida. Imediatamente, o exército soviético atacou, comandado pelo marechal Georgi Konstantinovitch Jukov. Em 23 de novembro, os corpos soviéticos das frentes sul e norte, apoiados pelas forças do setor de Stalingrado, avançaram e cercaram as divisões alemãs que, durante todo o mês de dezembro, foram submetidas a severos bombardeios de aviação e artilharia.

Finalmente, em 10 de janeiro de 1943, os soviéticos iniciaram o extermínio dos invasores e, em vinte dias de combates, os alemães foram vencidos. Nesse último assalto morreram cerca de 200.000 homens de ambos os lados, e mais de noventa mil alemães caíram prisioneiros, entre eles o marechal Friedrich von Paulus, comandante do setor de Stalingrado. Era a primeira grande derrota alemã e o curso da guerra começou a mudar.

Guerra no Mediterrâneo

Guerra no Mediterrâneo

Os italianos lançaram no início de 1940 uma ofensiva na África, com o objetivo de conquistar o Egito e foram totalmente batidos pelos britânicos. Em socorro dos italianos veio o corpo africano (Afrikakorps) alemão, do marechal Erwin Rommel, que empurrou os ingleses de volta. Em julho de 1942, a ofensiva alemã contra o Egito foi detida na batalha de al-Alamein. Nesse momento, terminaram as esperanças da Alemanha de conseguir uma vitória rápida na África, mesmo porque as tropas de Rommel estavam exaustas e acossadas.

Em meados de outubro de 1942, chegaram reforços aliados ao norte da África. A superioridade numérica sobre as tropas alemãs era enorme e, em novembro, Rommel ordenou a retirada. As tropas alemãs recuaram gradualmente até Túnis, onde capitularam em maio de 1943. A derrota na África tirou de Hitler a possibilidade de atacar a América e modificou radicalmente o panorama da guerra.

Primeiras vitórias aliadas no Pacífico. Com as perdas sofridas pela aviação e pela marinha dos Estados Unidos no bombardeio de Pearl Harbor, o Japão conquistara superioridade bélica no Pacífico. Pôde assim invadir as Filipinas, forçando o exército do general Douglas MacArthur a retirar-se para a Austrália, em abril de 1942. Os japoneses ocuparam as Filipinas e a Tailândia e lançaram uma ofensiva contra a Birmânia (hoje Myanmar), tomando Rangum (hoje Yangon), apesar do esforço dos aliados. Sucessivamente ocuparam então as colônias holandesas de Bornéu, Java e Sumatra.

Quando tentaram a conquista da Nova Guiné, procurando interceptar as linhas de comunicação aliadas, os japoneses foram derrotados nas decisivas batalhas aeronavais de mar de Coral e de Midway, em maio e junho de 1942. Em 7 de agosto, os aliados retomaram a iniciativa no Pacífico; os americanos desembarcaram em Guadalcanal, a fim de ocupar as Ilhas Salomão, e, apesar da feroz resistência dos japoneses, conseguiram finalmente tomar o objetivo.

Nessa altura, a guerra no Pacífico mudara de curso. O Japão havia perdido seus porta-aviões de primeira linha e seus melhores pilotos. Em pouco tempo, as forças navais dos japoneses e dos aliados estavam igualadas. A estratégia americana no Pacífico consistia em utilizar forças navais e anfíbias para avançar pelas cadeias de ilhas até o Japão, enquanto forças terrestres, em menor escala, cooperavam com os chineses e os britânicos no continente asiático.

Invasão da Itália

Invasão da Itália

Vencida a campanha da África, o general Dwight Eisenhower, comandante-supremo das forças aliadas, invadiu a Sicília, em julho de 1943, preparando a conquista da Itália. Os pára-quedistas aliados desceram sobre a ilha, seguidos pelo desembarque da infantaria. As forças italianas no sul ofereceram pouca resistência. No norte, porém, os alemães lutaram tenazmente para proteger o estreito de Messina, só tomado pelos aliados um mês depois.

Simultaneamente à campanha da Sicília, aviões aliados começaram o bombardeio da Itália. Após um forte ataque aéreo a Roma, o conselho fascista expulsou Mussolini do governo, na noite de 24 para 25 de julho de 1943, e o rei Vítor Manuel III convocou o marechal Pietro Badoglio para chefiar o governo.

O novo ministro recebeu ordens de afastar todos os fascistas da administração pública e de negociar a paz com os aliados. A política aliada, contudo, consistia em não aceitar propostas de paz e insistir na capitulação do inimigo.

A capitulação incondicional da Itália foi assinada secretamente em 3 de setembro, mas só veio a ser anunciada no dia 8. Os alemães, que ainda ocupavam o país, prosseguiram na guerra. Reforçaram suas defesas no norte e no centro da Itália e continuaram lutando contra as tropas aliadas até o fim da guerra.

As tropas americanas tomaram Roma em junho de 1944. Na primavera de 1945, os exércitos aliados capturaram Bolonha e avançaram até a fronteira com a Suíça. Em 29 de abril, os oficiais alemães solicitaram o armistício e, a 2 de maio, um exército de mais de um milhão de homens rendeu-se incondicionalmente. Terminava aí a campanha da Itália.

Ofensiva soviética

Ofensiva soviética

Enquanto a luta na Itália se desenrolava, a guerra na União Soviética chegava a seu terceiro ano, sem grandes modificações. Em 15 de julho, o exército soviético assumiu pela primeira vez a ofensiva e, em setembro e outubro, avançou cerca de 900km e cruzou o rio Dnieper. Pelo sul, o avanço também foi muito rápido, alcançando o mar Negro. A ofensiva soviética de inverno fez com que os alemães se retirassem para novas posições na retaguarda.

O Exército Vermelho atacou depois em direção à Ucrânia, libertou Kiev e avançou para Odessa, no sul. No norte, a ofensiva chegou até a antiga fronteira da Polônia e conseguiu isolar a Alemanha da Finlândia. Apesar das vitórias aliadas, Hitler decidiu continuar a guerra, na esperança de que a invenção de novas armas lhe permitisse aniquilar o inimigo.

Invasão da Europa
Em 1941, Hitler concentrou sua aviação na frente soviética, o que permitiu à força aérea britânica, livre do perigo da invasão, o ataque ao continente europeu. Com o auxílio da aviação americana, foram feitos ataques sistemáticos, dia e noite, aos grandes centros da Alemanha. O bombardeio de Berlim começou no outono de 1943, com bombas incendiárias e explosivas. No início de 1944, as forças aéreas aliadas contavam com um potencial bélico impressionante e os bombardeios sucediam-se com intensidade cada vez maior.

No verão de 1944, os alemães começaram a usar as famosas bombas voadoras, que eram foguetes pilotados automaticamente. À primeira série de foguetes, denominada V-1, seguiu-se a das bombas V-2, supersônicas. Grande quantidade desses engenhos de guerra foi lançada sobre o Reino Unido, mas a invasão aliada no continente não se deteve. O próprio Eisenhower observaria mais tarde que, se tivessem sido empregadas antes, essas "armas secretas" poderiam ter mudado o curso da guerra.

Numa conferência em Teerã, em novembro de 1943, Roosevelt, Churchill e Stalin decidiram o ataque à Europa ocupada. Em cumprimento às resoluções da conferência, em 6 de junho de 1944 (o dia D), 156.000 homens desembarcaram nas praias da Normandia, após atravessar o canal da Mancha, na maior operação anfíbia da história. Pára-quedistas britânicos e americanos desceram por trás das linhas alemãs na França e destruíram vias de comunicação e postos militares inimigos. As tropas invasoras entrincheiraram-se em abrigos improvisados na costa e dali lançaram uma grande ofensiva, com o apoio de tanques, artilharia pesada, aviação e o fogo dos navios, contra as fortificações alemãs. As tropas americanas avançaram rapidamente em direção a oeste e, em 27 de junho, tomaram o importante porto de Cherburgo.

Depois desses êxitos iniciais, a frente estabilizou-se. O avanço aliado tornou-se mais lento, pois as forças alemãs organizaram uma resistência firme, aproveitando as defesas naturais da província da Normandia. Em 26 de julho, os americanos concentraram suas forças e lançaram um forte ataque, perto do povoado de Saint-Lô, conseguindo romper as linhas inimigas. Os alemães tiveram então de se retirar em toda a frente de batalha.

Em agosto, os aliados realizaram um novo desembarque no sul da França e encontraram pouca resistência. O novo exército moveu-se rapidamente e juntou-se a outras forças expedicionárias. Ao mesmo tempo, as organizações clandestinas de patriotas franceses somaram-se às forças aliadas e, por toda parte, surgiram grupos armados que atacavam os alemães pela retaguarda.

Batalha da Alemanha

Batalha da Alemanha

Derrotadas, as tropas alemãs estacionadas na França retiraram-se para a linha Siegfried, grande muralha de ferro e concreto construída entre 1936 e 1939 para fazer frente à linha Maginot dos franceses, e que representava a última palavra em engenharia militar. Em alguns lugares, contava com sessenta fortes bem armados em cada quilômetro de extensão, e ao longo de toda a linha havia arame farpado, armadilhas para tanques e vários outros meios de defesa.

Em meados de setembro, os aliados, que até então haviam evitado um ataque frontal à linha, realizaram uma poderosa ofensiva contra Aachen, uma das mais importantes praças fortificadas do sistema. Em fins de outubro, a cidade, em ruínas, capitulou, e Eisenhower penetrou com suas forças pela brecha. Os alemães ainda tentaram uma contra-ofensiva na Bélgica, com o objetivo de cortar as linhas de abastecimento aliadas. O ataque, deflagrado em 16 de dezembro, teve êxito inicial mas finalmente foi detido, na última tentativa do exército germânico de reverter a sorte da guerra.

A ofensiva final das forças de Eisenhower foi facilitada pelo ataque soviético na frente oriental. A 1º de abril de 1944, os exércitos aliados haviam cruzado o Reno e forçado a rendição de mais de 300.000 inimigos, inclusive trinta generais. A frente rompeu-se, e os exércitos aliados chegaram até as fronteiras da Áustria e da Tchecoslováquia. No fim de abril, estavam às portas de Berlim.

Enquanto isso, as tropas soviéticas ocupavam a Finlândia, a Romênia e a Bulgária, e o marechal Tito tomava o poder na Iugoslávia. O último satélite da Alemanha nos Balcãs a cair foi a Hungria, que em fevereiro de 1945 capitulou após encarniçada luta. Os exércitos de Stalin, em seguida, expulsaram os alemães da Letônia, Estônia e Lituânia, enquanto se preparavam para uma grande ofensiva contra Varsóvia.

O ataque a Varsóvia iniciou-se em 12 de janeiro de 1945. Rapidamente, as tropas alemãs recuaram 250km e perderam Varsóvia, Koenisberg, Dantzig (hoje Gdansk) e toda a Prússia oriental. A ofensiva prosseguiu em março, e teve início um período de bombardeio aéreo sobre a Alemanha como jamais se vira.

As tropas americanas avançaram na Áustria e estabeleceram contato com o exército aliado que marchava pelo norte. No fim de março, iniciou-se um grande ataque soviético a Berlim: o Exército Vermelho cruzou o rio Oder, ao mesmo tempo em que americanos e britânicos chegavam a cerca de setenta quilômetros da capital alemã. No fim de abril, a vanguarda das tropas soviéticas ocupou os subúrbios de Berlim e todos os edifícios do governo, enquanto Hitler ainda dava ordens de sua fortaleza subterrânea no edifício da chancelaria.

Em 30 de abril, o Führer nomeou o almirante Karl Dönitz como seu sucessor e, em seguida, suicidou-se. Dönitz tentou continuar a guerra, mas os chefes militares se negaram a obedecê-lo e deram início à rendição em massa. No dia 2 de maio, os soviéticos dominaram a capital e, cinco dias mais tarde, o governo alemão rendeu-se aos aliados. Estava encerrada a batalha da Europa; a luta prosseguia no Pacífico.

Batalha da Ásia
No verão de 1942, os japoneses detinham ricos territórios e importantes posições na Ásia. Seu império estendera-se enormemente e o governo nipônico precisava proteger os novos domínios. Os constantes ataques americanos a seus navios ameaçavam as linhas de suprimento. Os japoneses precisavam estabelecer bases militares na Nova Guiné e nas ilhas Salomão, no que foram impedidos pelos aliados.

Em meados de 1943, os aliados já haviam acumulado material e forças suficientes para tomar a iniciativa. O exército do general americano MacArthur conseguiu progredir ao longo da costa a oeste da Nova Guiné e chegou ao golfo de Huon, após combates nas selvas que romperam as últimas defesas japonesas.

MacArthur continuou avançando e, em dezembro de 1943, chegou à ilha de Nova Bretanha. A esquadra do almirante Chester W. Nimitz, por sua vez, com a missão de preparar o ataque ao território japonês, cercou as ilhas Gilbert (hoje parte de Kiribati) e, mais tarde, as ilhas Marshall, que capitularam em janeiro de 1944. Os americanos avançaram com dificuldade sobre as ilhas Marianas e, em outubro, ocuparam as ilhas Palau.

As Marianas foram imediatamente convertidas em base de operação de grandes aviões de bombardeio, que iniciaram o ataque aéreo ao Japão, cujas cidades, indústrias e centros militares foram severamente castigados. O objetivo seguinte da estratégia aliada era a reconquista das Filipinas. Depois de longo bombardeio aéreo e naval, as tropas de MacArthur desembarcaram e tomaram a ilha de Leyte. A esquadra japonesa veio ao encontro da americana e foi destruída, depois de três dias de combate. Em março de 1944, Manila se rendeu. Em março e junho do ano seguinte, os Estados Unidos capturaram as ilhas de Iwo Jima e Okinawa, depois de lutas sangrentas.

As forças aliadas achavam-se agora em condições de atacar o território japonês. O alto comando aliado, desejoso de abreviar a guerra no Oriente, em vista da expansão soviética pela Coréia, e ciente das baixas que uma invasão tradicional provocaria, decidiu utilizar uma nova arma. No dia 6 de agosto de 1945, um avião americano deixou cair sobre a cidade japonesa de Hiroxima a primeira bomba atômica, que destruiu sessenta por cento de sua área. Oitenta mil pessoas morreram queimadas ou em consequência da radiação, e outras setenta mil ficaram gravemente feridas.

Dois dias depois, em cumprimento a um acordo prévio com os Estados Unidos, a União Soviética declarou guerra ao Japão e moveu suas forças para atacá-lo pela Manchúria. Em 9 de agosto, os Estados Unidos lançaram uma segunda bomba nuclear sobre Nagasaki, que também sofreu enorme devastação. Os japoneses, ante essa demonstração de força, se renderam formalmente em 2 de setembro de 1945. A cerimônia de rendição ocorreu a bordo do encouraçado Missouri, na baía de Tóquio.

América Latina e a guerra
Logo após a eclosão do conflito na Europa, em setembro de 1939, realizou-se no Panamá uma reunião de chanceleres dos países americanos, em que ficou acertada a neutralidade do continente. Contudo, a invasão da França pelos alemães trouxe inquietação às nações do Novo Mundo, que se reuniram novamente, em Havana, para estudar a situação. Na conferência, aprovou-se um dispositivo de segurança continental, pelo qual um país agredido contaria com o apoio incondicional de todas as outras nações americanas do hemisfério.

Em 1941, o ataque japonês a Pearl Harbor foi visto como uma violação clara dos princípios aprovados na Conferência de Havana e, em poucos dias, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá e República Dominicana declararam guerra ao Eixo, enquanto Colômbia, Equador, México e Venezuela rompiam relações diplomáticas com os países totalitários.

Por sugestão do Chile, organizou-se a Conferência dos Ministros do Exterior do Rio de Janeiro, em janeiro de 1942, em que ficou assentada a ruptura de relações diplomáticas dos países da América com o Eixo. As nações americanas se ofereceram para enviar tropas à frente de batalha.

O Brasil, que suspendera as relações diplomáticas com os governos totalitários em janeiro de 1942, declarou-lhes guerra em agosto, e organizou uma força expedicionária que tomou parte ativa na campanha da Itália. O México declarou guerra ao Eixo em junho de 1942 e contribuiu com tropas, principalmente com sua aviação, que combateram nas Filipinas e em Formosa. As ofertas dos outros países não foram aceitas pelo comando aliado, em vista da dificuldade do treinamento dos soldados em curto prazo.

Em fevereiro de 1945, celebrou-se uma assembléia especial de ministros do Exterior no México, para tratar de assuntos da guerra e do pós-guerra. Foi quando se reafirmou o princípio da Conferência de Havana (1940), de segurança coletiva continental, e foram assentadas as bases de uma nova organização dos estados americanos.

Até 1942, as tradições brasileiras sempre preservaram a propriedade privada, mesmo quando pertencesse a pessoa de nacionalidade inimiga. Naquele ano, porém, o governo, querendo acompanhar os aliados, promulgou a lei constitucional número 5, de 10 de março, que declarou o estado de emergência e suspendeu as garantias atribuídas à propriedade e à liberdade de pessoas físicas ou jurídicas de países estrangeiros beligerantes. Assim, foi feito o arresto dos bens dos súditos do Eixo, de cuja liquidação foi incumbida, depois da vitória, a Comissão de Reparações de Guerra (CRG), que também tratou das indenizações pleiteadas pelos nacionais.

Consequências da guerra. De todos os conflitos registrados na história, a segunda guerra mundial foi o de maiores e mais profundas consequências. Calcula-se que de 35 a 60 milhões de pessoas foram mortas, entre elas um grande número de civis. Os bombardeios maciços de cidades e instalações industriais causaram imensas perdas materiais. A capacidade ofensiva das novas armas e táticas de guerra (transportes e bombardeios aéreos, porta-aviões, unidades de pára-quedistas, tanques com canhões potentes, bombas com autopropulsores -- como os foguetes V-1 e V-2 que os alemães lançaram sobre Londres -- e bombas atômicas) explica as grandes destruições e matanças produzidas sobretudo na União Soviética, Alemanha, Japão, França e Reino Unido.

Durante o conflito, a guerra psicológica também atingiu alto grau de eficiência. A propaganda foi usada extensivamente, em todas as suas formas, tanto durante o conflito quanto após o cessamento das hostilidades.

As conferências de paz de Teerã, em 1943, de Yalta e de Potsdam, ambas em 1945, mudaram o mapa do mundo. Nelas foram firmadas as bases de um novo período histórico, no qual a velha Europa cedeu sua hegemonia às novas superpotências, que se consolidaram durante a guerra e depois dela: os Estados Unidos e a União Soviética. Esses países demonstraram ser os únicos com capacidade industrial e financeira para acumular um arsenal de armas nucleares de segunda geração (bombas de hidrogênio) e mísseis de alcance intercontinental para transportá-las.

No decurso da guerra e no imediato pós-guerra, a União Soviética anexou os três países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia), territórios romenos, poloneses, finlandeses e japoneses. Ao mesmo tempo, estabeleceu um "cinturão de segurança" em suas fronteiras quando instalou, à sombra de suas forças armadas, regimes comunistas na Alemanha oriental, Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Iugoslávia e Albânia.

Os Estados Unidos que, ao contrário dos países europeus e do Japão, não sofreram bombardeios em seu território, puderam durante a guerra expandir em proporções imensas seu já gigantesco parque industrial, para equipar seus exércitos e os de seus aliados. Esse poderio econômico resultou em considerável ampliação da sua influência política, sobretudo no hemisfério ocidental e no Japão.

Politicamente, o mundo cindiu-se, no pós-guerra, em duas poderosas facções: a democracia ocidental, em suas variadas formas, e o comunismo soviético, que só viria a decair décadas depois, no fim do século XX, com a extinção da União Soviética e a criação da Comunidade de Estados Independentes (CEI).

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Guerra do Golfo no Iraque (1990-1991 e 2003)

Guerra do Golfo no Iraque (1990-1991 e 2003)

Guerra do Golfo no Iraque (1990-1991 e 2003)A Guerra do Golfo no Iraque foi um conflito militar ocorrido inicialmente entre o Kuweit e o Iraque de 2 de agosto de 1990 a 27 de fevereiro de 1991, que acaba por envolver outros países. A crise começa quando o Iraque, liderado pelo presidente Saddam Hussein (1937-), invade o Kuweit. Como pretexto, o líder iraquiano acusa o Kuweit de provocar a baixa no preço do petróleo ao vender mais que a cota estabelecida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Hussein exige que o Kuweit perdoe a dívida de US$ 10 bilhões contraída pelo Iraque durante a guerra com o Irã (1980) e também cobra indenização de US$ 2,4 bilhões, alegando que os kuweitianos extraíram petróleo de campos iraquianos na região fronteiriça de Rumaila. Estão ainda em jogo antigas questões de limites, como o controle dos portos de Bubiyan e Uarba, que dariam ao Iraque novo acesso ao Golfo Pérsico.

A invasão acontece apesar das tentativas de mediação da Arábia Saudita, do Egito e da Liga Árabe. As reações internacionais são imediatas. O Kuweit é grande produtor de petróleo e país estratégico para as economias industrializadas na região. Em 6 de agosto, a ONU impõe um boicote econômico ao Iraque. No dia 28, Hussein proclama a anexação do Kuweit como sua 19ª província. Aumenta a pressão norte-americana para a ONU autorizar o uso de força. Hussein tenta em vão unir os árabes em torno de sua causa ao vincular a retirada de tropas do Kuweit à criação de um Estado palestino. A Arábia Saudita torna-se base temporária para as forças dos EUA, do Reino Unido, da França, do Egito, da Síria e de países que formam a coalizão anti-Hussein. Fracassam as tentativas de solução diplomática, e, em 29 de novembro, a ONU autoriza o ataque contra o Iraque, caso seu Exército não se retire do Kuweit até 15 de janeiro de 1991. Em 16 de janeiro, as forças coligadas de 28 países liderados pelos EUA dão início ao bombardeio aéreo de Bagdá, que se rende em 27 de fevereiro. Como parte do acordo de cessar-fogo, o Iraque permite a inspeção de suas instalações nucleares.

Consequências – O número estimado de mortos durante a guerra é de 100 mil soldados e 7 mil civis iraquianos, 30 mil kuweitianos e 510 homens da coalizão. Após a rendição, o Iraque enfrenta problemas internos, como a rebelião dos curdos ao norte, dos xiitas ao sul e de facções rivais do partido oficial na capital. O Kuweit perde US$ 8,5 bilhões com a queda da produção petrolífera. Os poços de petróleo incendiados pelas tropas iraquianas em retirada do Kuweit e o óleo jogado no golfo provocam um grande desastre ambiental.

Tecnologia na guerra – A Guerra do Golfo introduz recursos tecnológicos sofisticados, tanto no campo bélico como em seu acompanhamento pelo resto do planeta. A TV transmite o ataque a Bagdá ao vivo, e informações instantâneas sobre o desenrolar da guerra espalham-se por todo o mundo. A propaganda norte-americana anuncia o emprego de ataques cirúrgicos, que conseguiriam acertar o alvo militar sem causar danos a civis próximos. Tanques e outros veículos blindados têm visores que enxergam no escuro graças a detectores de radiação infravermelha ou a sensores capazes de ampliar a luz das estrelas. Mas o maior destaque é o avião norte-americano F-117, o caça invisível, projetado para minimizar sua detecção pelo radar inimigo.

Guerra do Iraque em 2003Guerra do Iraque em 2003

O mais importante conflito global ocorre no Iraque, atacado em março de 2003 por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos (EUA) e ocupado militarmente desde então. Diferentemente do que anunciou o presidente Bush em maio de 2003, o fim dos combates no Iraque está longe de acontecer. O mês de novembro de 2004 foi o que apresentou até então o maior número de baixas de soldados norte-americanos no Iraque desde o início da guerra: 136 mortes. As tropas de ocupação têm de fazer frente a uma complicada insurreição iraquiana. Além de enfrentar baixas de iraquianos e de soldados da coalizão, o governo Bush não encontrou no Iraque as armas de destruição em massa usadas pela Casa Branca como justificativa para a iniciar a guerra. Um relatório divulgado em outubro de 2004 por Charles Duelfer, inspetor de armas norte-americano no Iraque, afirma que as armas de destruição em massa dos iraquianos haviam sido eliminadas mais de dez anos atrás. O mesmo relatório chega à conclusão de que os iraquianos abandonaram o programa de armas biológicas em 1995. O escândalo da prisão de Abu Ghraib, onde soldados norte-americanos cometeram abusos e tortura contra prisioneiros iraquianos, contribuiu ainda mais para a perda de credibilidade da política de Bush no Iraque. Sob intensa pressão, o governo norte-americano se viu levado a negociar na Organização das Nações Unidas (ONU) a transferência de poder para um governo interino iraquiano. Mas nem a posse dos novos governantes, em junho de 2004, trouxe estabilidade. O governo provisório iraquiano, sustentado pelos EUA, tenta equilibrar o complexo mosaico étnico religioso do Iraque, composto de uma maioria xiita, uma minoria sunita – que sempre governou o país – e pelos curdos, que vivem no norte do Iraque. Seja em cidades de maioria sunita, como em Samarra, seja nas de maioria xiita, como Najaf, as tropas deparam com forte resistência, muito maior do que os EUA esperavam no início da ocupação. Entre as táticas usadas pelos insurgentes estão os sequestros e a escalada de atentados. Imagens de sequestrados degolados correm o mundo pela TV e pela internet e a violência não cessa. A tremenda dificuldade em estabilizar a situação causa desgastes na coalizão de países com tropas no Iraque. Os socialistas espanhóis fizeram da promessa de retirar as tropas do Iraque um dos eixos de sua vitoriosa campanha ao governo. Também decidiram retirar as tropas do país as Filipinas, Honduras, da República Dominicana, da Noruega e do Cazaquistão. O caos no Iraque acabou sendo também o centro do debate nas eleições norte-americanas de 2004. O candidato democrata às eleições presidenciais, o senador John Kerry, defendeu o ataque ao Iraque, mas afirmou que, se ganhasse o pleito, envolveria mais a comunidade internacional com o destino do Iraque. Reeleito, Bush garantiu a permanência das tropas norte-americanas no país em 2005, e continua até hoje.

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Tratado de Tordesilhas (1494)

Tratado de Tordesilhas (1494)

TRATADO DE TORDESILHAS (1494)

O Tratado de Tordesilhas foi o acordo assinado em 1494 entre Portugal e Espanha que estabelece os limites dos territórios descobertos pelas duas potências durante o período da expansão marítima. O Tratado de Tordesilhas divide o mundo a partir de um meridiano 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde. As terras a oeste da linha ficam com a Espanha e as terras a leste, com Portugal. O Tratado permanece válido até 1750, quando passa a vigorar o princípio de que a terra pertence a quem a ocupa.

As disputas entre Portugal e Espanha acirram-se em 1492, com o descobrimento da América pelo navegador genovês Cristóvão Colombo, a serviço da Coroa espanhola. Imaginando ter alcançado as Índias, a Espanha quer garantir o monopólio de sua exploração. Por seu lado, os portugueses desejam assegurar as rotas marítimas ao sul do Atlântico e, segundo alguns historiadores, a posse das terras que já supõem existir a oeste do oceano. Após a descoberta de Colombo, os espanhóis pedem a intervenção do papa, que promulga a Bula Intercoetera, favorecendo a Espanha. Com a decisão, Portugal ameaça entrar em guerra. Depois de duras negociações, o Tratado de Tordesilhas é assinado.

Tratado de TordesilhasTratado de Tordesilhas

"Em nome de Deus Todo-Poderoso, Padre, Filho e Espírito Santo, três pessoas realmente distintas e separadas e uma só essência divina.

Manifesto e notório seja a todos quantos este público instrumento virem, dado na vila de Tordesilhas, aos sete dias do mês de junho, ano do nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil quatrocentos e noventa e quatro, em presença de nós os secretários e escribas e notários públicos dos abaixo assinados...E logo os ditos procuradores dos ditos senhores rei e rainha de Castela, de Leão de Aragão, de Sicília, de Granada, e do dito Senhor rei de Portugal e Algarves, disseram: que visto como entre os ditos senhores seus constituintes há certa divergência sobre o que cada uma das ditas partes pertence do que até hoje, dia da conclusão deste tratado, está por descobrir no Mar Oceano; que eles, portanto, para o bem da paz e da concórdia e pela conservação da afinidade e amor que o dito senhor rei de Portugal tem pelos ditos senhores rei e rainha de Castela, de Aragão etc., praz às Suas Altezas, e os seus ditos procuradores em seu nome, e em virtude dos ditos seus poderes, outorgaram e consentiram que se trace e assinale pelo dito Mar Oceano uma raia ou linha direta de pólo a pólo; convém saber, do pólo ártico ao pólo antártico, que é de norte a sul, a qual raia ou linha e sinal se tenha de dar e dê direita, como dado é, a trezentas e setenta léguas das ilhas de Cabo Verde em direção à parte do poente, por graus ou por outra maneira que melhor e mais rapidamente se possa efetuar, contanto que não seja dado mais. E que tudo o que até aqui tenha achado e descoberto e daqui em diante se achar e descobrir pelo dito senhor rei de Portugal e por seus navios, tanto ilhas como terra firme, desde a dita raia e linha dada na forma supracitada, indo pela dita parte do levante dentro da dita raia para a parte do levante ou do norte ou do sul dele, contanto que não seja atravessando a dita raia, que tudo seja e fique e pertença ao dito senhor rei de Portugal e dos seus sucessores para sempre. E que todo o mais, assim ilhas como terra firme, conhecidas e por conhecer, descobertas e por descobrir, que estão ou forem encontradas pelos ditos senhores rei e rainha de Castela, de Aragão etc., e por seus navios, desde a dita raia dada na forma supra-indicada, indo pela dita parte do poente, depois de passada a dita raia em direção ao poente ou ao norte-sul dela que tudo seja e fique, e pertença aos ditos senhores rei e rainha de Castela, de Leão etc., e aos seus sucessores para sempre."


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