Adolf Hitler e a Alemanha Nazista


Adolf Hitler e a Alemanha Nazista

Adolf Hitler e a Alemanha Nazista

Adolf Hitler nasceu no dia 20 de abril de 1889, cidade de Braunau na Áustria e morreu (suicidou-se) no dia 30 de abril de 1945 em Berlim na Alemanha. Sua infância viveu nas proximidades da cidade de Linz. Era filho de um funcionário público, que almejava o mesmo futuro para o filho. Quando falava de sua mãe era com grande sentimentalismo, costumava dizer que a única vez que chorou foi na ocasião da morte da sua mãe. Quando estudante fora um criador de motins, e sua leitura predileta era acerca de assuntos militares (guerra franco-alemã). Quando jovem revoltou-se com o seu pai e resolveu não seguir a carreira pública, quis ser pintor, ofício no qual não foi bem sucedido, pois não conseguiu ingressar na Academia de Belas Artes de Viena. Ingressou no exército, lutou na primeira guerra mundial na condição de cabo, conseguindo condecorações raras para sua simples posição. Quanto a suas idéias políticas, houve uma época que simpatizou com a social democracia devido ao sufrágio universal, que ameaçava a dinastia dos Habsburgo, a qual ele odiava. No entanto, não aceitava a ênfase dada a diferença de classes, negação da nação, religião, propriedade e moral...Seu ídolo era Otto Bismark, por ter unido a nação Alemã e ter lutado contra a dinastia Austríaca. Terminada a primeira guerra, é encarregado como funcionário da política de Munique de investigar o Partido dos Trabalhadores Alemães, pois tinha-se suspeita que este fosse comunista. Mas só que passada a primeira reunião Hitler já é um membro filiado do partido. E em 1920 lança as bases do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. O NAZI de onde advém a palavra tão conhecida NAZISMO. Em uma sociedade desestruturada pela guerra, com famintos e desempregados, lança sua plataforma de ação com um plano político e econômico baseado em 25 itens:

1) reunião de todos os Alemães na Grande Alemanha;
2) abolição do Tratado de Versalhes;
3) reivindicação do espaço vital;
4) definição de cidadão: só quem for de sangue Alemão;
5) exclusão dos Judeus da comunidade Alemã;
6) quem não for cidadão estará sujeito às leis dos estrangeiros;
7) quem não for cidadão poderá ser expulso no caso de o Estado não estar em condições de assegurar alimentos à população Alemã;
8) os cargos públicos estão reservados aos cidadãos;
9) o direito e o dever de trabalho;
10) a abolição das rendas não derivadas do trabalho;
11) eliminação da escravidão do interesse;
12) confisco dos lucros de guerra;
13) nacionalização das industrias monopolistas;
14) participação dos trabalhadores nos lucros das grandes empresas;
15) incremento da previdência para a velhice;
16) fortalecimento da classe média;
17) reforma agrária;
18) punição dos usuários, açambarcadores, traficantes do mercado-negro com a pena de morte;
19) substituição do direito romano por um direito Alemão;
20) reforma da escola num sentido nacionalista;
21) proteção da mãe e da criança;
22) criação de um exército popular;
23) limitação da liberdade de imprensa e de arte;
24) liberdade de credo religioso, desde que não contrarie a moralidade da raça germânica; 25) criação de uma forte autoridade central o Reich.

Neste programa, acima, está clara a idéia de centralização do poder, e anti-semitismo, mas também devemos levar em consideração idéias muito coerentes como a da reforma agrária, previdência social, participação nos lucros e muitas outras já citadas. Nem todo projeto ou sistema é totalmente arbitrário e cruel. Quando Hitler em 1921, é nomeado presidente do partido, faz comícios, com o intuito de mobilizar as massas. Sendo que estas massas estão descontentes com o Tratado de Versalhes e a inflação exorbitante. É neste momento que ele tenta conquistar o governo da Baviera, falha e é condenado a 5 anos de prisão na fortaleza de Landsberg. Na prisão ele ficou apenas 9 meses, os quais foram suficientes para ele escrever as bases de sua doutrina, na obra intitulada “Mein kamff” (minha luta) idéias as quais já estão citadas nas 25 metas. Mas com a leitura da obra podemos dizer que ele dá maior ênfase a dois assuntos Raça e Terra. Ou seja o espaço vital, que mais tarde vai ser um pretexto para a guerra. Também podemos colocar como importante o fato de ele esboçar uma ditadura, quando fala da necessidade de uma mão forte que governe em nome de todos. Idéia que claramente contradiz o liberalismo democrático. E mostra a tendência ao autoritarismo que se torna fato anos mais tarde. Também não podemos somente chamá-lo de totalmente louco e mau certamente Hitler tinha idéias boas e coerentes. O pensamento social de Hitler: Como já afirmado não podemos depreciar uma pessoa sem saber qual as idéias ele cultiva. Hitler, na sua juventude, em Viena tinha um pensamento social como podemos ver na citação que segue: “Em frente ao exército de oficiais, superiores, funcionários públicos, artistas e sábios, estendia-se um exército ainda maior, composto de trabalhadores (...) uma pobreza atroz. Diante dos palácios(...) perambulavam milhares de sem trabalho e por baixo desta via triunfal da velha Áustria, amontoavam-se os sem tecto(sic), no lusco fusco e na imundice dos canais(...).” Nesta citação podemos ver a preocupação de Hitler, com a situação em que o povo encontrava-se, a pobreza, o descaso das autoridades. Isto também deve-se ao fato de ele fazer parte desta classe empobrecida e excluída. Além deste pensamento ele também primava por condições sociais sadias, educação porque somente quando se conhece é que se dá o devido valor, sendo que o tema em questão é a pátria Germânica. Dando continuação, podemos relatar mais um pouco de sua biografia. Depois da noite de 1933 quando ele toma o poder a vida de Hitler confunde-se com a do país. Ele viveu com a caixeira Eva Braun, que lhe foi fiel até na morte. Segundo o que dizem ele era indiferente ao luxo, não tinha vícios e exercia sobre as massas um poder hipnótico. No entanto quando em 1944 escapa de um atentado começa a mostrar um comportamento caduco, louco. Como exemplifica o fato de ele não sair mais de sua sala onde mata-se com um tiro deixando seu país derrotado e devastado.

Ascensão ao Poder
A república de Weimar, não consegue resistir a crise de 29. Por causa do desemprego, inflação, declínio de produção. Neste contexto o sistema presidencialista se reforça pois tem de atuar nos mais variados setores da economia, acumulando poderes em suas mãos, governado por decretos, pois não conseguia a maioria parlamentar. Paralelamente a esta centralização do poder, com receio dos comunistas, os grandes industriais dão apoio ao movimento de massas, o nazismo, principalmente, a pequena burguesia. Mas o governo ainda continua a subestimar a ameaça nazista. Hitler vai chegar ao poder por vias legais, conduzido pelas mãos do ex-chanceler Von Papen em 30 de Janeiro de 1933. Estavam certos de que Hitler seria submisso e que poderiam controlar o Nazismo. Foi este o erro, pois com poder político e com a morte do presidente Hindenburg, ele também assume o poder presidencial. E em seis meses o Fuher organiza o terceiro Reich. Desenvolvendo uma política monopartidarista. Uma política de repressão, onde ele acaba com a vida dos opositores, surgindo assim os famosos campos de concentração, onde a GESTAPO (polícia secreta) mandava os revoltosos para a morte sem contar os judeus que é outro capítulo. Assim o nazismo configura-se como um regime com uma forte ideologia.

A Ideologia
O nazismo se apoia na idéia de raça e sobre o conceito de comunidade do povo (Volksgemeinschaft). Quem não tinha sangue ariano, quem não tinha cosmovisão Germânica era considerado subhomem. Fica expresso o sentimento nacionalista e racista, que a ideologia nazista pregava. Mais tarde, se traduz na perseguição e morte dos não arianos, principalmente dos Judeus. A comunidade ou povo e a única forma de suprimir o individualismo e chegar ao nós, onde os direitos da pessoa não contam. O que conta é a nação, com suas leis e sua moral. O nazismo não seguiu uma idéia somente. Ele mesclou idéias de vários pensadores, como a filosofia de Friedrich Nietzsche, com sua concepção de super-homem. No entanto, não podemos afirmar que Nietzsche foi nazista. Suas idéias é que foram interpretadas segundo os interesses dos estudiosos nazistas. Essa interpretação do super-homem de Nietzsche como profeta do nazismo deve ser excluída do contexto de sua filosofia: o super-homem não é o nazista, mas o filósofo. O super-homem não é o homem forte, mas sim uma volta a concepção dionisíaca dos pré-socráticos, de amor a vida terrena. Vale salientar que Nietzsche e nazismo não foram contemporâneos. Também foram usadas idéias de Richard Wagner, quando exalta o povo Germânico, e as do Geógrafo Karl Haushofer que dizia ter, a raça dominante, direito ao espaço vital (isto será pretexto para as invasões expansionistas futuramente). Podemos dizer que a ideologia nazista se fundamenta em cima de alguns tópicos como: a superioridade racial, o anti-semitismo e uma propaganda bem elaborada.

Superioridade Racial
O nazismo usou de uma corrente científica a Eugenia, que estuda como melhorar geneticamente a espécie humana. Ela parte do princípio de que o progresso da biologia foi grande na área da botânica. Criam plantas híbridas, obtendo maior produtividade. Porque não aperfeiçoar o homem? Hitler percebeu que, na sociedade moderna, as pessoas menos aptas (surdos, retardados, loucos, deficientes...) tinham chances de sobreviver, pois as leis naturais que tratavam de retirar estes homens de circulação foram superadas pela tecnologia e medicina. Hitler vai querer eliminar estes sujeitos e criar seres perfeitos dentro do padrão ariano. Assim ele desacredita, a Eugenia pois tenta justificar o melhoramento da raça, matando judeus e não arianos puros. Como vimos Hitler vai concentrar seus argumentos na superioridade da raça ariana. Esta tem de ser pura, pois, quando misturada com outras raças entra em decadência. Para tanto, um dos atributos do Estado é assegurar esta pureza racial da nação a qualquer preço. Em uma explanação feita por Hitler no Mein Kanff ele diz: Observando a natureza vemos que os animais somente se acasalam com membros de sua espécie. É a lei de ouro da natureza. Esta é quebrada somente por coações externas, como o cativeiro que vai por exemplo, justificar o acasalamento de um tigre com uma leoa. No entanto, os descendentes destes nasceriam com anomalias genéticas (infertilidade). Pois a natureza segue o seu curso de aprimoramento da espécie, onde as anomalias são descartadas. Este processo natural, podemos ver, também no nosso dia-a-dia, onde os mais fracos sucumbem diante dos mais fortes. A natureza seleciona segundo força e saúde. Os nazistas aplicaram estas idéias evolucionistas de Darwin (1809-1882) ao povo ariano. Dizem eles, que, quando os arianos começaram a entrar em contato com outros povos inferiores, decaíram intelectual e fisicamente. A raça ariana é fundadora de civilização. Os povos asiáticos são portadores de civilização, pois somente absorveram a cultura ariana. Esta concepção, talvez, explique porque Hitler se uniu tão facilmente aos japoneses, na Segunda Guerra. Pois, segundo ele, os japoneses são um povo trabalhador com forte tradição nacional, muito parecidos com os alemães. Já os Judeus são a raça destruidora. Somente os alemães são dignos de dominar o mundo. Ele encontra um argumento na hipótese da seleção natural, de Darwin. Essa concepção constitui ainda um disfarce para função imperialista da ideologia fascista. Se os arianos são os únicos povos fundadores de civilização, podem reivindicar o domínio do mundo, em virtude do seu destino divino. Esta foi uma das justificativas ideológicas para as invasões alemãs, principalmente em direção da União Soviética. Esta grandeza racial também encobria interesses econômicos do capitalismo alemão que necessitava de mercados. Sempre no fundo de uma ideologia encontramos um teor material. Hitler vai fazer uma leitura da sociedade alemã, onde critica a mistura do sangue alemão com o Judeu. Por isto ter acontecido é que surgiu a peste judia que tenta suplantar a raça ariana. A pureza racial é o maior desejo, e deve-se lutar por ela, não importando os meios que sejam usados. Neste contexto de superioridade racial a mulher tem importância como produtora de novos arianos. A mulher nazista era representada como guardiã da raça ariana. A pedagogia nazista para a mulher não ia além, pois, de prepará-la para a maternidade. O conhecido lema dos K - kinder (criança), kirche (igreja), kürche (cozinha). Esta visão muda somente em 1941, quando, devido à guerra, as mulheres são recrutadas para trabalhar nas industrias. Em 1935 são criadas as Lebesborn, lugares onde acontecia verdadeira reprodução humana em escala industrial. Seu objetivo geral era incrementar a expansão da raça ariana através do controle biológico além da educação das chamadas “crianças SS”. Estes Lesbsborn, no início, também eram creches. Mais tarde, mães solteiras começaram deixar seus filhos ali. Outras que entravam dentro dos requisitos raciais (arianas puras) engravidavam dos SS para terem futuros soldados. Outra temática decorrente da superioridade racial é o Espaço vital . Os historiadores nazistas, diziam que a própria apontava para um fato que é a motriz da história. Este fato é a luta entre dois povos desiguais pelo seu espaço vital. Pois quando um povo se multiplica, precisa de um habitat físico maior, surgindo assim as guerras territoriais. Este fato vai ser pretexto para a sede nazista por novos territórios.

Anti-Semitismo
Sabe-se que desde o fim do século XI, os Judeus eram segregados na Alemanha, porém o anti-semitismo racial apareceu pela primeira vez neste país, na década de 1870. (O termo anti-semitismo surgiu pela primeira vez em 1879, no livro a vitória do judaísmo sobre o Germanismo, de Wilhelm Marr.). Os Judeus sempre foram perseguidos na Alemanha, mas com o nazismo esta discriminação alcançara o nível máximo. Antes temos que fazer uma pequena retrospectiva desta perseguição. O filósofo Hegel, quando jovem, fez uma filosofia, com grande exaltação nacionalista, onde colocava o judeu como responsável pelos males ocorridos na Alemanha. Outro pensador que contribuiu para este racismo foi Arthur Joseph de Golineau. Com seus estudos teorizou que os judeus seriam inferiores aos arianos, moral e fisicamente. Este pensamento foi assimilado e aprofundado pela antropologia nazista. Hitler no seu livro Mein Kamff faz uma analise do Judeu. Diz ele que no decorrer da história, os semitas foram parasitas. “ O Judeu, este nunca foi nômade e sim um parasita, incorporado ao organismo de outros povos. Sua mudança de domicilio, uma vez por outra, não corresponde a suas intenções, sendo resultado da expulsão sofrida por ele (...) O fato dele se espalhar pelo mundo é um fenômeno próprio a todo o parasita (...) o povo que o hospeda vai se exterminando” O Judeu vive a parasitar pelo mundo, explorando os outros povos. Os povos que se dão conta disto os expulsam, mas, no entanto, eles continuam seu intento em outra nação. Em outra análise Hitler expõe a ação do Judeu. Este chega a um povoado, apenas com algumas mercadorias. Torna-se um pequeno comerciante (nunca vai trabalhar a terra, suar em trabalhos pesados) visa apenas o econômico, nunca o bem da comunidade. Como intermediário obtém dinheiro, o qual empresta a juros altos. Aqui começa a parasitar e viver do trabalho dos outros. Seu outro passo será monopolizar o comércio. Este fator lhe dará muito dinheiro, e por conseguinte, poder político. Formando, assim, um estado paralelo dentro do estado instituído. O ariano comparado ao judeu pode ser menos astuto, mas seu valor está na sua disposição de dedicar-se à comunidade. Assim, o nazismo conseguiu deslocar o anti-semitismo de simples opinião com relação a um povo diferente, para um medo existencial de ser passado para trás. A eficiência da propaganda nazista provinha de conseguir convencer as pessoas de que os Judeus eram, de fato, responsáveis pelo estado caótico do país e da população. A propaganda atuava no sentido de canalizar as tensões geradas no mundo das relações sociais mais abrangentes para uma vitima propiciatória evidente. As pessoas foram convencidas que matar os Judeus era bom para elas e para a nação. Ainda mais, quando se pregava que estes judeus estavam organizados pelo mundo inteiro em uma confraria cujo objetivo era acumular capital enganando as pessoas e dominar o mundo tornando todos escravos. Que pai de família iria até para guerra para defender seus filhos deste demônio: o Judeu. Todos vão odiá-los, ficando fácil compreender porque queriam matá-los. Está claro ai o poder de uma ideologia bem trabalhada. Para ilustrar o anti-semitismo e a campanha par a erradicação do judeu, cabe a seguinte citação: “A chefia do Judeu continuará até o dia em que uma campanha enorme em prol do esclarecimento das massas populares se exerça instruindo-as sobre uma miséria infinita, ou até que o estado aniquile tanto o Judeu como a sua obra.” É imbuídos deste pensamento que Alemães mataram milhões de Judeus nos campos de concentração.

A Propaganda
Propaganda política nazista foi um dos fenômenos marcantes deste século. Com ela, Hitler, sem recorrer a força militar, conseguiu a anexação da Áustria e Tchecoslováquia ao Reich e a queda da França. Já quando Hitler estava preso, ele começa a perceber que a propaganda seria uma grande arma, talvez uma das mais eficientes, para seu futuro empreendimento. Uma propaganda dirigida, às massas, ao povo. Esta também deveria ser adequada a estes interlocutores menos favorecidos intelectualmente. Explorando os sentimentos, o coração da massa, permeada de uma dose de psicologia. Pois o povo deixa-se guiar mais pelo sentir do que pelo pensar. Tal propaganda deveria ser centrada em pequenos pontos, devido à compreensão limitada do povo. Estes pontos seriam repetidos muitas vezes. Isto explica os gritos de guerra e as saudações nazistas. Outro ponto salientado por Hitler é o de que na propaganda tudo é permitido, mentir, caluniar... Segundo o maior propagandista nazista, Goebbels, na formulação de uma propaganda, deveriam ser usadas experiências existentes. Ela também deveria ser controlada por uma única pessoa. A propaganda feita por Gobbels foi dirigida principalmente aos Judeus. Com o uso de psicologia, e exaltação nacional, buscando um passado glorioso e ajudados pelo pós-guerra os nazistas fizeram verdadeiros Shows. Hitler tinha preferência pelas celebrações de massa, grandes espetáculos. A chave da organização dos grandes espetáculos era converter a própria multidão em peça essencial dessa mesma organização. A multidão se emocionava de maneira contagiante. Hitler atribuía grande importância psicológica a tais eventos, pois reforçavam, o ânimo do militante nazista. O impacto da política na rua em forma de espetáculo visava diminuir os que se encontravam fora do espetáculo, segregá-los, fazê-los sentirem-se fora da comunidade maravilhosa a que deveriam pertencer. Percebe-se a importância da propaganda de espetáculos para a manutenção do sistema, da ordem e do apoio popular, tão importante. Hitler, pessoalmente, planejava suas entradas em cena, a decoração do local, as canções a serem cantadas. Era um ritual uma religião Hitlerista, onde ele fazia discursos grandiosos, sempre contendo palavras fortes e encorajadoras como: ódio, força, esmagar, cruel... Nos lugares para onde Hitler se deslocava sempre ia junto um fotógrafo particular, que ficava de plantão. Se ele pegasse uma criancinha no colo, era motivo para uma fotografia, possível propaganda a seu favor. Ele também era uma pessoa muito carismática, ao ponto de seus generais dizerem que era impossível olhar nos seus olhos sem desviar o olhar. Sua figura, despertava, nas pessoas sentimentos de pura idolatria. Além dos espetáculos populares deu-se grande ênfase ao cinema e a arquitetura, duas artes que Hitler gostava, mas nunca conseguiu ser um expoente. Com relação à arquitetura, ela deveria expressar a grandeza do regime, em grandes construções que uniriam todo o povo. Berlim, que seria a capital do império deveria ser símbolo da grandiosidade deste império, através de suas grandiosas construções. Estas deveriam ser de proporções gigantescas, feitas com o material mais resistente para que resistissem ao tempo, como as grandes construções greco-romanas. O cinema veio como um meio eficiente e moderno de se influenciar as massas. Os filmes eram sempre de teor nacionalista, onde era exaltado o passado, os costumes, as guerras, o período romântico. E principalmente tinham a função de transformar os Judeus em verdadeiros demônios. Algumas vezes, a ideologia nazista aparecia camuflada nos diálogos, outras vezes era explicita e chocante.


Suástica
Quando falamos em nazismo sempre nos vem a mente a imagem da suástica. Ele estava presente em braçadeiras, bandeiras, pinturas, lugares públicos... Mas o que vem a ser a suástica? A suástica, palavra sanscrita (de su, bem e ast, ser) que significa signo do bom auspício, indicando fortuna e sucesso, é um símbolo quaternário (número das coisas temporais; símbolo do universo cósmico) cujas pontas, os segmentos verticais e horizontais representam a expansão e o dinamismo. Interpretam-na como símbolo do sol, fonte da vida e fecundidade. Esta suástica também pode despertar sentimentos com cunho sexual, as linhas entrelaçadas simulam um ato sexual. Esta excitação não é percebida mas faz parte do profundo inconsciente das massas.

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Modernização da Rússia


Modernização da Rússia

Modernização da Rússia

A Rússia, apesar de alguns monarcas no século XVIII de tirá-la do isolamento, sempre se manteve afastada dos acontecimentos da Europa Ocidental. A Revolução Francesa, as campanhas napoleônicas e a política de restauração contribuíram para que ela se mantivesse recolhida; e o reinado de Nicolau, entre 1825 a 1855, caracterizou-se por esse isolamento. A Rússia vivenciava, contudo, na Segunda metade do século XIX, uma série de contradições internas. A sociedade compunha-se predominantemente de duas classes: uma nobreza dominante, os boiardos, e uma grande massa de camponeses servos, os mujiques, que somavam, aproximadamente, 60 milhões. Existia também uma incipiente burguesia, que não detinha as condições necessárias para patrocinar atividades que propiciassem seu fortalecimento. A direção política estava nas mãos da nobreza, liderada pelo Czar, o imperador da Rússia, absolutista que não permitia contestação ao seu poder. No entanto, nessa época, grupos de trabalhadores e de intelectuais se organizavam em uma posição. Toda a economia do país centrava-se, quase exclusivamente, nas atividades agrárias e na criação de gado. Fazia-se necessário que se modernizasse, pois esse caminho poderia ser uma alternativa para superar os estreito limites da situação de atraso em que a Rússia se encontrava. Assim, quando em 1855, sobe ao trono o imperador Alexandre II, a Rússia começa a desenvolver uma série de reformas visando a modernização. Uma das primeiras medidas do novo imperador foi abolir a servidão, em 1861. Em seguida, estimula a industrialização, buscando o incentivo do capital estrangeiro, principalmente francês. E se lança sobre a região do mar Negro, através dos Balcãs, em busca de uma saída para o Mediterrâneo. Essa série de reformas dá origem ao surgimento de uma classe operária, que contribui para o crescimento da oposição ao regime czarista. Vítima de um atentado praticado por um grupo radical, morre o Czar Alexandre, o que desencadeia uma onda de repressão e o fim da política reformista. Entretanto, a Rússia não quer abrir mão de sua prática expansionista, seguindo o exemplo das potências européias. Com esse objetivo começa a construção de uma ferrovia que atravessa todo o seu território e chega até Ásia, em frente o Japão. Prosseguindo em seu caminho, chega a Criméia onde vai de encontro aos interesses do Japão, decorrendo, desse confronto, a Guerra Russo – Japonesa, em que sai derrotada em 1905. Esta derrota significa, para o povo russo, o atestado de falência em geral se rebelam. Ocorre, então a chamada revolução de 1905, considerada um ensaio para o grande conflito que desencadeia logo depois: a Revolução Socialista de 1917.

A situação da Rússia antes da Revolução
Em meados do século XIX, a Rússia feudal iniciou sua industrialização. Uma reduzida parcela da burguesia ligada czar e aos senhores feudais associou-se a capitalista europeus para construir estradas de ferro e fábricas, formando ilhas “desenvolvida” num país agrário e atrasado. Assim enquanto a maior parte do país continuava na “Idade Média” (com o povo dominado pelos senhores de terra e controlado pela igreja Ortodoxa), começavam a crescer cidades (como Moscou e Petrogado) em torno do ferrovias. A migração de camponeses pobres para as cidades, engrossando o exército de reserva, ajudava a achatar os salários e a aumentar o lucro de um reduzido número de capitalista nacionais e estrangeiros.

Em 1881, o czar Alexandre II foi assassinado por um grupo terrorista que pretendia derrubar o regime. O ato isolado não encontrou apoia na população e o czar foi sucedido por Alexandre III, que desencadeou violenta repressão aos opositores do governo. Os principais partidos e grupos políticos de oposição tiveram de passar para clandestinidade: Os populista (narodnir) procuravam o apoio das massas camponeses porque julgavam que a passagem para socialismo se daria sem atravessar o estágio capitalista. Na Rússia, os camponeses viviam comunidades rurais que ainda não haviam sido modificadas pelas relações capitalista. Eram de tendências anarquista e julgavam que, praticando atentados contra instituições e pessoas, o regime seria derrotado. Os social - democrata baseavam seus pensamentos nas teorias de Marx e Engels, reafirmado a necessidade da transição capitalista para alcançar o socialismo. Assim, a revolução na Rússia só seria realizada com a formação da classe operária urbana. Em 1894, subiu ao trono czar Nicolau II. Durante esse período, a industrialização cresceu (e, consequentemente, o número de operários), o que aumentou a atuação do clandestino Partido Social Democrata. Em contrapartida, cresceu também a repressão política, que tentava acabar com esse partido. Por causa da perseguição policial, muitos membros importantes da social – democracia foram obrigados a emigrar ou a viver na clandestinidade. Entretanto mesmo fora de seu país, surgiram importantes líderes socialista: George Plekanov, teórico e introdutor do pensamento marxista na Rússia; Vladimir Ulianov, conhecido como Lênin, tido como mais destacado membro do partido; e Leon Bronstein, conhecido como Leon Trotsky. Esses socialista fizeram uma reunião em Londres, em 1903 (não podiam fazê-la na Rússia, pois o partido Social Democrata era ilegal e seus membros procurados pela polícia). Dessa reunião surgiram duas facções com diferentes idéias a respeito de como os operários tomariam o poder da Rússia: uma achava que se deveria formar um partido capaz do organizar a classe operária e instaurar a ditadura do proletariado através da luta armada. Essa facção foi majoritária, ficando por isso conhecida como bolchevique (que quer dizer maioria); a outra acanhava que se deveria formar um grande partido de massas, incluindo a burguesia, e participar das atividades políticas (eleições de representantes etc.). Essa facção teve menos adeptos e ficou conhecida como menchevique (minoria).

Lênin era o líder dos bolcheviques, e Plekanov e Matov lideraram os mencheviques. Trotsky, que início não se filiou a nenhuma das facções, aderiu aos bolcheviques mais tarde.

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Reconstrução da Rússia


Reconstrução da Rússia

Reconstrução da Rússia

A guerra civil afetara drasticamente a já abalada economia da URSS. Campo, indústria e comércio estavam paralisados. Era preciso tomar medidas rápidas. Em fevereiro de 1921, sob a orientação de Lênin, formou-se a Comissão Estatal para o Plano Econômico, que em março adotaria a Nova Política Econômica (NEP), restaurando algumas medidas capitalista, como por exemplo, a permissão de entrada de capitais estrangeiros, a formação de pequenas indústria privadas e de pequenas e médias propriedade agrícolas. Ficavam nas mãos do estado as indústria de base e o sistema bancário. Muitos líderes da revoluções acreditavam que o socialismo se espalharia imediatamente pelo resto da Europa. Trotsky era mais radical: achava que os exército russo deveriam levar a revolução para outros países da mesma forma que os exércitos franceses haviam feito há mais de um século (teoria da “revolução permanente”). Outros, como Stálin, achavam que o socialismo deveria se consolidar primeiro na URSS e depois se espalhar (“socialismo num só país”). Quando Lênin morre em 1924, iniciou – se uma intensa disputa pelo comando da URSS entre Stálin e Trotsky, levando o primeiro ao poder. Stálin governaria o país de forma ditatorial até meados dos anos 50. No plano econômico, Stálin continuou a orientação de Lênin, que em 1921 havia criando o GOSPLAN (uma espécie de ministério do Planejamento) e elaborado um plano geral para reerguer a vida material do país. Em 1928, iniciou-se o primeiro Plano Qüinqüenal, que tinha como objetivo estimular a indústria de base e coletivizar a agricultura. A diferença entre esse planejamento e o capitalista é que, no primeiro, faz-se o planejamento da produção e do consumo, enquanto no segundo se planeja a produção sendo o consumo realizado somente por aqueles que têm recursos. O plano de coletivização da agricultura, posto em prática por Stálin, encontrou forte resistência por parte dos pequenos proprietários que haviam recebido terras na época da revolução. Stálin resolveu o problema utilizando a violência. Milhares de pessoas foram mortas ou enviada a campos de concentração nos desertos gelados da Sibéria. Na indústria foi dada prioridade à produção de bens de equipamento (máquinas, siderurgia, metalurgia) em detrimento dos bens de consumo. Quando o primeiro Plano Quinquenal chegou ao fim, os resultados foram satisfatório. A URSS estava se transformando num país industrialização; do ponto de vista econômico era uma potência mundial.

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A Descoberta do Fogo

A Descoberta do Fogo

A Descoberta do FogoComo ocorreu a descoberta do fogo?

Uma descoberta muito importante do período paleolítico foi o fogo.

Onde o homem primitivo inicialmente observou esse fogo surgindo espontaneamente, aos poucos perderam o medo dele e começaram primeiramente utiliza-lo de vez em quando e de maneira desorganizada, como fonte de iluminação e aquecimento. Para isto foi necessário descobrir como mantê-lo aceso, isto também resultou provavelmente da observação de que brasas resultantes da queima natural de madeira podiam ser realizadas pela ação do vento, ou pelo sopro, fazendo a chama reaparecer.
A etapa seguinte era fazer produzir o fogo, talvez novamente pela observação eles notaram que o fogo aumentava pelo aquecimento de galhos ou folhas secas, isto indicou que a chama poderia ser iniciada com temperaturas elevadas. Desta forma, a descoberta de que o atrito entre dois pedaços de madeira seca, aumentava a temperatura e produzia a chama, que podia ser ativada pelo sopro. O homem primitivo através da observação também encontrou outra maneira de produzir fogo. Observando que o choque produzido entre duas pedras produzia faíscas e que se colocassem folhas e galhos secos próximos dessas faíscas conseguiam fogo. Depois que o homem descobriu sua utilidade e como acendê-lo, passou a assar a carne e a cozinhar vegetais e junto ao fogo se reuniam, descansavam e se protegiam do frio e dos ataques de animais ferozes.

O grande avanço do homem paleolítico foi a descoberta do fogo, ele através de observação consegui utilizá-lo e também como produzi-lo, o processo era simples, batiam uma pedra na outra para sair a faíscas ou esfregando duas madeiras uma na outra para gerar o calor.

Qual a importância das pinturas rupestres e da descoberta do fogo para o homem?
Foi através das pinturas rupestres que os arqueólogos (pessoas que estudam coisas antigas, especialmente do período pré-histórico, quando o homem ainda não conhecia a escrita), puderam estudar vários aspectos dos seres humanos dessa época como viviam, o que faziam, do que se alimentavam, e principalmente a localização das regiões onde eles habitavam. A arte rupestre segundo hipóteses levantadas pelos arqueólogos, que era uma das maneiras que eles usavam para se comunicarem uns com os outros. A descoberta do fogo foi um importante passo a evolução do homem, pois ele conseguiu desenvolvê-lo controlá-lo e fazer uso dele para diversas coisas, partir da descoberta do fogo p ser humano passou por varias transformações no seu modo de vida, o ser humano cada vez mais passou a ter controle da natureza.

Pinturas rupestres: Os grupos humanos do período paleolítico procuraram registrar seu modo de vida, seus costumes. Assim, os homens mais antigos, que viviam em cavernas, desenharam e pintaram em suas paredes cenas da sua vida que atravessaram milhares de anos e chegaram até nossos dias. A descoberta do processo de fazer fogo foi um passo importante na evolução da humanidade.

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