GOIÁS ATUAL : 1940 - 1970


Goiás Atualidade: 1940 – 1970

A População

A alta taxa de natalidade da população do Estado e o aumento da imigração determinaram, neste período, que o crescimento da população se processasse num ritmo acelerado. A imigração, durante esta década 1940-1950, também alcançou um elevado índice, que determinou, somado ao aumento vegetativo, um crescimento global, um crescimento global da população de 3,9% anual. Mais rápido ainda foi o crescimento da população na década seguinte, alcançando a taxa de 4,9%. Os fatores que influíram fortemente foram: a construção de Brasília e a diminuição do índice de natalidade. Em 1970 a população de Goiás se aproximava já dos três milhões. Estes dados indicam que a população de Goiás se multiplicou por seis nos últimos cinqüenta anos. Este crescimento rápido da população, estimulado pela forte migração, embora a longo prazo se traduza em maior desenvolvimento, a curto prazo pode conduzir a variados impasses. Segundo Otávio Lage: “As emigrações trazem consigo boas e más conseqüências. Para a economia da região, melhoram os índices de mão-de-obra, ampliam as fontes de riquezas, etc.: entretanto, contribuem para o aumento da demanda insatisfeita de serviços sociais, escolas, energia, estradas, saneamento e habitação, sobrecarregando os governos.

Distribuição da População

Na realidade, a distribuição da população é muito desigual, quase a metade do Estado tem uma densidade entre 1 e 2 hab./Km2. As regiões homogêneas formadas de Norte e Sul. Pois bem, as oito primeiras micro- regiões com 61% do território tem apenas 27% da população, enquanto o Mato Grosso Goiano, décima região, concentra mais de um terço da população do Estado com 28,69hab./Km2. Também apresentam uma forte concentração populacional as três regiões do extremo sul: Meia Ponte (7,8hab/Km2, Sudoeste Goiano (6,4) e Paranaíba (8,79). As vias de comunicação e a proximidade maior ou menor dos grandes centros econômicos tem determinado uma distribuição da população totalmente diferente à causada pela mineração no século XVIII, e pela pecuária no século XIX.

Urbanização

O processo de urbanização foi acelerado com a revolução industrial. A concentração de mão-de-obra para as indústrias determina o crescimento rápido das cidades. Em Goiás o censo de 1940, que foi o primeiro em fazer a distinção entre população urbana e rural, dava para o Estado 14,6% de população urbana e rural, dava para o Estado 14,6% de população urbana 85,4% rural. Devemos notar, contudo, que o índice de ruralidade era ainda bastante mais elevado, pois o critério adotado pelo IBGE de considerar população urbana a residente na sede dos municípios computa como urbana a população de pequenas cidades e vilas. Apesar disto, havia municípios, como Goiatuba, onde o índice de ruralidade subia até 97,12%. Só quatro cidades passavam dos 7 mil habitantes (Goiânia, 15 mil, Anápolis, 9.500, Goiás, 8 mil e Ipameri 7 mil) e outros quatro (Rio Verde, Silvânia, Catalão e Piracanjuba) excediam em poucos os três mil.

Economia: Predomínio do Setor Rural

“Da população economicamente ativa, 83,69% estavam ocupados em 1950 no “setor primário”, em sistema de trabalho rudimentar: 4,17% no “setor secundário”, e ainda incipiente: e 12,14% no “setor terciário”. A indústria continua sendo de pouca expressão em Goiás para a formação de riqueza e oferecimento de empregos: sua participação na renda estadual é quatro vezes menor que a média nacional. A agricultura e a pecuária, representam, 57% e 40% respectivamente do setor primário. A agro-pecuária concentra 69% da mão-de-obra total. A agricultura do Estado se baseia em três produtos principais: arroz, milho e feijão.

Governo: Administração

A falta de capitais e de uma tradição empresarial tornavam a ação do governo insubstituível para por em marcha e ativar os mais variados aspectos do desenvolvimento. O envolvimento do governo do Estado foi dando-se gradualmente, a partir da construção de Goiânia; mais intensamente na década de 50, com a criação do Banco do Estado e a CELG. O governo Mauro Borges foi o primeiro a propor-se como diretriz de ação um “Plano de Desenvolvimento Econômico de Goiás” abrangendo todas as áreas: agricultura e pecuária, transportes e comunicações, energia elétrica, educação e cultura, saúde e assistência social, levantamento de recursos naturais, turismo, aperfeiçoamento e atualização das atividades do Estado. Em Goiás a tributação per capita multiplicou-se por mais de seis, durante os quatro últimos anos. Governo Mauro Borges levou a cabo a Reforma Administrativa. Essa reforma criava, paralelamente ao corpo administrativo do Estado, propriamente dito, os serviços estatais autônomos e paraestatais. As autarquias permanecem unidas ao governo através, das secretarias e participam do orçamento estatal. As mais importantes são: CERNE, OSEGO, EFORMAGO, CAIXEGO, IPASGO, SUPLAN, ESEFEGO, CEPAIGO, IDAGO, DERGO, DETELGO... Os serviços paraestatais são constituídos pelas empresas públicas e sociedades de economia mista, nas quais o governo é acionista maioritário. Entre elas encontram-se a METAGO, CASEGO, IQUEGO, etc. Outro empreendimento importante que nasceu do governo de Mauro Borges foi a tentativa de reforma agrária.

Governo da Revolução.

Em primeiro lugar uma das razões da queda do governador foi porque ele tocou o ponto crucial, ele criou a Metago. A Metago foi entregue ao Capitão Marcus Fleury, antigo chefe do SNI em goiás e branço direito da Repressão no Estado. O que fizeram os Governos da Revolução em Goiás ? Visando eleger o sucessor, Ribas Júnior fez um governo visando o empreguismo e aumento do funcionalismo. Nomeuo praticamente todo mundo em Goiás. Foi a última vez que o magistério recebeu verdadeiramente no Estado. Talvez reconhecendo as suas limitações, não interferiu na estrutura deixada pelos governo anteriores. Otávio Lage de Siqueira, construiu postos de saúde e escolas no interior. Na capital ele foi ofuscado pela brilhante Administração do então prefeito da capital o Sr. Iris Resende Machado, que remodelou Goiânia. Como o presidente gostava de estádios foi a época em que quase todos os governadores construiram seus estádios. Aqui foi construido o ESTÁDIO SERRA DOURADA e o AUTODROMO, dinheiro desviado da Educação e obras assistenciais. O professor passa a ganhar salários, os mais capazes vão evadindo da profissão. Era secretário de Educação neste período o Sr. Hélio Mouro. Duas medidas importantes de seu governo: o Goiás rural e a Lei de Incentivos Fiscal, para as indústrias pioneiras em Goiás; a construção do CEASA, que com seu sistema de intermediários, constribuiu para elevar o custo de vida em Goiás .
Irapuan Costa Júnior (1975 - 1979 ).
Obras: Gínasio Rio Vermelho, Incentivo à ginástica e competições esportivas; ponte sobre o Rio Tocantins, de vendo também ser mencionada a restauração do Teatro Goiânia. Ary Ribeiro Valadão ( 1979 – 1983 ). Foi o último dos governos escolhidos indiretamente pelo planalto. Economicamente o governo procurou fazer obras de incentivo no setor primário atravéz dos projetos Rio Formoso, Rio do Sono, Rio dos Bois e Alto Paraíso. No projeto Rio Formoso o capital monopolista atuou em detrimento do pequeno proprietário. Era um projeto ousado, objetivando fazer de Goiás um celeiro do Brasil. No setor educacional, A única obra foi a construção do faraônico “Colégio de Líderes” ou Colégio Hugo de Carvalho Ramos. Dado o seu caráter elitista e irreal no contexto goiano, o novo governo modificou a orientação do colégio e o inseriu na realidade educacional do Estado. Governo Iris Resende Machado (1982). Eleitor majoristariamente pelo voto direto, popular e universal, contando com o apoio de uma “frente” de aposição ao oficialismo. É um governo de conciliação entre o capital e o trabalho. Socialmente, tem se carecterizando pelo apoio às reivindicações populares, Destacam neste sentindo a instituição do comodato, a integração do sudeste goiano atravéz da Rodovia JK e de outras vias, desejo antigo dos produtores etc. Projeto de peso no governo Iris é a tentativa de resolver o problema dos marginalizados sociais, frutos do êxodo rural. Contado com o apoio das prefeituras edos proprietários. Inicialmente, o governo baixa o chamado “Decretão” uma medida extrema. Com maoir critério, o Estado volta a obsorver os funcionários, reforçando a função do “ Estado de Obras”. O Estado torna-se responsável pelo emprego, aínda que com altos e baixos salários. No setor da Educação, está sendo providenciada a aprovação do Estatuto do Magistério, reconsiderou sua situação salarial e criou cursos complementares para alunos carentes. De maneira geral é um governo caráte reformista que tenta recolocar o Estado nas vias de crescimento econômico. Melhorou a arrecadação fiscal e propriciou a regulamentação de folha de pagamento do Estado. No campo social, Goiânia hoje é uma metrópole com aproximadamente 1,000,000 de habitantes, observa- se o fenômeno do êxodo Rural, que criado uma população marginalizada do contexto sócio-econômico. O menor abandonado tem feito proliferar as casas de “Caridade”, grandes construtoras, na construção de apatamentos luxuosos com o dinheiro do F.G.T.S, no entanto é o fundo de garantia deste trabalhador que está garantindo uma parte da construção civil. A fórmula que o governo descobriu para absorver a mão-de-obra que emigra do campo para as cidades. Este é raoidamente o quadro de Goiás hoje, o que não é diferente do restante do Brasil.

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