História de Portugal

História de Portugal

História de Portugal

No século XI, mais precisamente em 1096, Dom Afonso VI, rei de Leão, quis recompensar D. Henrique de Borgonha pelo auxílio prestado na luta contra os mouros. Para isso, prometeu em casamento sua filha Teresa, dando-lhe como dote o Condado Portucalense. Este condado abrangia as terras entre os rios Minho e Douro. Logo, Dom Henrique tentou tornar-se independente do reino de Leão, mas não conseguiu.

Após sua morte, em 1112, sucedeu-lhe sua esposa, Dona Teresa. Em 1128, depois de travar a batalha de S. Mamede, Dom Afonso Henriques, filho de Dona Teresa e do conde Dom Henrique, tomou as rédeas do poder do Condado Portucalense, procurando realizar o sonho de seu pai – a independência do condado.

Tratado de Zamora

Tratado de Zamora

Para levar seu plano adiante, investiu contra seu primo Dom Afonso VII, rei de Leão e Castela, e venceu-o nas batalhas de Cerneja e de Arcos de Valdevez. Estas duas batalhas deram a Dom Afonso Henriques a vitória que levou à assinatura de um tratado de paz entre os dois primos – o “Tratado de Zamora“, em 1143 (século XII).

Após este tratado, o Condado Portucalense tornou-se independente e passou a se chamar Reino de Portugal. Dom Afonso Henriques foi o seu primeiro rei.

Liberto do rei de Leão e Castela, o primeiro monarca português, e seus sucessores, aumentaram o território português após conquistar terras dos mouros que foram expulsos do Algarve, por D. Afonso III em 1249. Conquistaram cidades como Leiria, Santarém, Lisboa, Alcácer do Sal e Évora.

Crise de sucessão
Em 1580, o reino de Portugal perdeu autonomia com uma crise de sucessão, o que resultou na União Ibérica com a Espanha. Em 1640 foi restabelecida a independência com a nova dinastia de Bragança.

Criação da constituição e início da Monarquia
O terremoto de 1755 em Lisboa e invasões espanholas e francesas resultaram em instabilidades políticas e econômicas. A aprovação da Constituição de 1822, resultado da Revolução Liberal de 1820, marcou o início da Monarquia Constitucional de Portugal.

Os reis mais famosos da história de Portugal
Quer conhecer um pouco mais da história de Portugal através de seus principais monarcas? Saiba quais foram os reis que mais marcaram a história do país.

Dom Afonso Henriques
Foi o primeiro rei de Portugal. Lutou contra a mãe, D. Teresa, para conseguir a independência de Portugal, alargou o território e esperou mais de 30 anos para ver o país reconhecido oficialmente como uma nação.

Quer conhecer melhor como as regiões e divisões de Portugal? Veja o que já falamos sobre o assunto e fique a entender como o país se divide.

Dom Dinis
Foi um dos monarcas mais cultos de Portugal. É conhecido com o “lavrador” pelo importante contributo que deu para o desenvolvimento da agricultura no país e como o “Rei Poeta” pelo seu trabalho ligado às letras. Associado à fundação da Universidade de Coimbra, a primeira instituição de ensino superior do país.

D. João I
Graças a ele se deu início à segunda dinastia em Portugal. Chefiou a revolução de 1383, que culminou com o assassinato do Conde Andeiro no Paço de Limoeiro, em Lisboa. Ao negar-se a submeter-se às forças castelhanas, o povo, a nobreza e o clero declararam-no rei em Coimbra nas cortes de 1385. D. João I é associado ao início das grandes proezas marítimas.

D. João II
No trono desde 1481, D. João II (1455-1495) levou a cabo uma política coerente, determinada pela razão de Estado. O rei deixou de ser o primeiro dos nobres e passou a ficar acima da nobreza. Pela primeira vez uma pessoa influente era condenada à morte em frente ao povo, sendo acusado de conspirar, com o apoio dos Reis Católicos, contra o rei português.

D. João V
Foi o rei mais abastado da história de Portugal, após aplicar o famoso imposto designado de “O quinto”. Esta medida consistia em que 20% do ouro explorado no Brasil pertencesse ao rei. Sua riqueza foi investida em espaços como Palácio de Mafra, Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e Aqueduto das Águas Livres, que hoje são referências do patrimônio cultural português.

D. Maria II
Vivia no Brasil quando foi anunciada como a futura rainha de Portugal, com apenas 8 anos, em 1826. D. Pedro IV renunciou ao cargo, passando o trono para a filha Maria. No trono, a Rainha teve de lidar com os grupos vitoriosos da Guerra Civil de 1834, que faziam de tudo para ter mais poder.

D. Carlos
Chegou ao poder em 1889 e foi assassinado junto ao seu filho Luíz Filipe em 1908 no Terreiro do Paço. Quando chegou ao trono tinha como missão abrir um novo ciclo político em Portugal e tornar o país mais moderno. O seu reinado foi marcado pelo caso mapa cor de rosa, pela força crescente do grande rival, o partido Republicano, e pela nomeação de João Franco como chefe do governo.

O fim da monarquia e a implantação da República
O último Rei de Portugal, D. Manuel II, foi deposto por um golpe de estado conhecido como Revolução de 5 de outubro de 1910 e exilou-se no Reino Unido.

Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa.

Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Com a implantação da República, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional, a bandeira e a moeda.

História econômica de Portugal
A história de Portugal abrange o desenvolvimento da economia ao longo da história Portuguesa. Suas raízes estão no período de ocupação romana, durante o qual as províncias da Lusitânia e Galécia atuavam na próspera economia da Hispânia como produtores e exportadores do Império Romano. Esta fase continuou sob o domínio dos Visigodos, depois o domínio dos mouros, até a criação do Reino de Portugal, em 1139.

O sonho do primeiro império global
No fim da Reconquista portuguesa e a integração na economia europeia na Idade Média, os portugueses estavam na vanguarda da exploração marítima na era das descobertas, com objetivos de tornar-se o primeiro império global. Durante o Renascimento, Portugal tornou-se a principal potência econômica mundial.

Perda das colônias e início da ditadura
Em 1822, Portugal perdeu a sua principal colônia, o Brasil. Além disso, reivindicações territoriais portuguesas na África foram questionadas durante a Partilha da África. Problemas políticos e econômicos a partir dos últimos anos da monarquia e durante a Primeira República, de 1910 a 1926, levaram à instalação da Ditadura Nacional em 1926.

O Ministro das Finanças, António de Oliveira Salazar, conseguiu a disciplina da economia portuguesa, que evoluiu para um regime corporativo e de partido único em 1933, o Estado Novo.

Revolução dos Cravos
Em 25 de abril de 1974, um golpe conduzido pelas Forças Armadas derrubou o regime ditatorial de Portugal, conhecido como Estado Novo. Diante da pressão dos militares, que contavam com o apoio da população, o primeiro-ministro Marcelo Caetano, sucessor de Salazar, se rendeu.

A Junta de Salvação Nacional – composta por militares do Movimento das Forças Armadas, que liderou o golpe – nomeou o presidente da república e o primeiro-ministro que formaram o governo provisório, iniciando-se o período conhecido como PREC – Processo Revolucionário em Curso. Dois anos depois, em abril de 1976, entrou em vigor uma nova constituição democrática e aconteceram as primeiras eleições legislativas da nova república.

Comunidade Econômica Europeia
Em 1986, Portugal entrou na Comunidade Econômica Europeia e saiu da EFTA. Em 1999, adotou o euro como moeda oficial. Desde que passou a integrar a União Europeia, Portugal apresentou um grande desenvolvimento econômico e uma profunda transformação.

Economia de Portugal atualmente
A economia de Portugal é bem diversificada, baseada na iniciativa privada de empresas bem estruturadas, desde grandes multinacionais à pequenas empresas. O turismo responde por cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a pesca e a agricultura por cerca de 4% cada.

Portugal extrai de suas terras carvão, cobre, ferro enxofre, tungstênio e pequenas quantidades de ouro e prata. A indústria é muito importante na economia portuguesa e emprega aproximadamente 32% da população ativa. As principais indústrias são a de alimentos processados, têxteis, maquinaria, produtos químicos, produtos de lã, cristal e cerâmica, petróleo refinado e material de construção.